Nosso blog completou o segundo aniversário! Nesse período, já acumulamos mais de 500.000 leituras e passamos dos 30.000 seguidores no twitter @errosdemkt !
Pra quem gosta de aprender com os erros dos outros, o ano de 2011 foi um prato cheio. Tivemos casos bastante sérios em quase todos os meses. Como fizemos em 2010, é hora de relembrar e homenagear os maiores deslizes de Marketing do ano. Alguns são casos de erros de execução, outros de planejamento e outros de... puro azar. Mas de alguma forma as marcas abaixo certamente foram impactadas. Bom proveito!
TOP 10 "ESCORREGADAS" DE MARKETING DE 2011:
1) ZARA DENUNCIADA POR TRABALHO ESCRAVO
Os dirigentes da rede espanhola de roupas não devem ter conseguido dormir na noite em que o programa "A Liga", da Band, mostrou por quase 1 hora (!) as péssimas condições de trabalho em algumas confecções que fazem as roupas pra rede no Brasil. Rendeu uma negociação milionária com o MPT e um problemaço de imagem de marca.
2) TODDYINHO QUEIMA BOCA DE CRIANÇAS
Mais um caso seríssimo. Um lote do achocolatado infantil mais famoso do Brasil saiu da fábrica com soda cáustica misturada ao produto e deixou crianças machucadas no sul do país. Imagine o impacto disso em uma marca voltada ao público infantil???? E dá-lhe problemas com a vigilância sanitária.
3) TIRARAM O COURO DA AREZZO
Em Abril a famosa marca de calçados despertou o furor dos internautas ao lançar uma coleção que usava peles e pêlos de animais. Ficou nos trending topics do twitter por um fim de semana inteiro, sendo detonada sem parar e precisou tirar a linha do mercado.
4) CORREIO INVESTINDO PESADO NO MEIO DA GREVE
Pois é... enquanto os Correios estava lançando uma série especial de caixas de Sedex e fazendo uma forte campanha de divulgação por serem patrocinadores do Rock in Rio, o serviço estava... em greve. Milhões pelo ralo. Mereceu um destaque na lista das piores coisas que aconteceram nesse evento.
5) COMPRE PEPSI E GANHE COCA-COLA
Pra reforçar a campanha "Pode ser Pepsi", a vice-líder das colas resolveu fazer uma matadora promoção do tipo "leve 2, pague 1", colocando até propaganda na TV. Resultado: faltou tanto produto, que tinha mercado dando Coca-Cola pra quem queria Pepsi. Uma verdadeira lição de planejamento.
6) CAIXA MOSTRA MACHADO DE ASSIS BRANCO
Ops... a prova de que um "pequeno" erro de execução pode gerar um belo boca-a-boca negativo. Ao querer resgatar a história de seus clientes, o banco simplesmente ignorou a história. E o pior... desapontou justo as pessoas mais cultas (que, em geral, são formadoras de opinião). Tiveram que se desculpar, regravar o comercial e conviver com as críticas.
7) O OLÉ QUE O PÂNICO TOMOU DA PROIBIDA
O despojado programa de humor da RedeTV foi vítima de uma ação de "ambush marketing" e deu mais de 1 hora de conteúdo pra uma marca de cerveja sem saber ao criar um quadro com garotas-propaganda disfarçadas. E, o pior, o Pânico já tinha uma marca de cerveja (Skol) como patrocinadora. Rendeu processo e um belo mal estar com a Ambev.
8) NISSAN BOMBARDEOU A FORD
A montadora japonesa decidiu abalar o mercado em 2011. Apesar de ter acertado a mão com os pôneis malditos, o ano não começou tão bem... a companhia mais do que exagerou ao colocar no ar uma campanha que detonava diretamente a Ford, lembram? Rendeu caso no CONAR, processo e, de novo, boca-a-boca negativo.
9) BOMBRIL DETONA HOMENS PRA CONQUISTAR MULHERES
Ok, algumas pessoas gostaram. Mas nós mantemos nosso ponto de vista de que não é necessário criar rejeição em um público pra agradar o outro. Por isso, a campanha das Mulheres Evoluídas, da Bombril, merece lugar nessa lista.
10) NEXTEL ATRAPALHA NEYMAR
Talvez seja azar, talvez não. Mas em um importante jogo do Santos, o craque usou uma máscara feita pela sua patrocinadora pra comemorar um gol e... foi expulso. Bem-vindo ao clube do que não jogam na próxima partida, Neymar!
A lista poderia ir mais longe. Não incluímos, por exemplo, o fato de que Nokia, Nintendo, Sony e Yahoo perderam mais de 10% do seu valor esse ano, o caso da Duracell - que patrocinou um trio elétrico que ficou sem energia - e o polêmico caso do umbigo que desapareceu na propaganda das Havaianas.
Nosso desejo é que em 2012 aconteçam muito menos erros! Mas, se alguém errar, vamos estudar o caso. Afinal... é errando que se aprende!
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24 de janeiro de 2012
23 de março de 2011
BomBril cria rejeição em homens pra conquistar mulheres
Vamos a mais um caso polêmico. Viram a nova investida da Bombril?
Em uma série de comerciais de TV e uma campanha na internet, três mulheres marcantes (e humoristas) falam sobre a evolução das mulheres e... detonam os maridos. No exemplo abaixo, Marisa Orth, vestida de terno e gravata, compara os homens a cachorros:
Não dá pra negar que a campanha chama a atenção e conseguiu suprimir a ausência de Carlos Moreno (eterno garoto propaganda da marca) como protagonista.
Mas não resisti a escrever também algumas críticas sobre essa idéia. Assim que assisti à propaganda, 2 coisas me vieram à cabeça imediatamente:
1- O conceito de mulher evoluída está sendo estereotipado como uma "mulher de terno e gravata". Será que isso é realmente o que a mulher entende como mulher moderna?
2- Será mesmo que a maiora das mulheres (em especial da classe C, que certamente representa a grande maioria do consumo de Bombril) se identificou com esse insight de mulheres modernas e independentes ou será que ainda existe uma grande maioria "conservadora"?
Imagino que a BomBril e a agência devam ter pesquisado esses pontos antes de ir ao ar, por isso não vou estressar.
Mas não posso deixar de citar um último ponto que realmente me incomoda nessa campanha: o afastamento do público masculino.
Sim, eu sei que o público principal de BomBril deve ser as mulheres. E eu também sei que elas adoram ver os homens sendo detonados nas propagandas.
Mas eu também sei que até pouco tempo a marca patrocinava clubes de futebol (seria pra atingir mulheres??) e também sei que FOCAR EM UM PÚBLICO-ALVO NÃO IMPLICA EM CRIAR REJEIÇÃO EM OUTRO PÚBLICO.
Estou seguro que a segmentação do mercado é um dos princípios básicos de Marketing. Segmentar significa indentificar grupos de consumidores com necessidades e características semelhantes. Mas é muito raro achar uma marca de produto de massa que consiga direcionar 100% da sua comunicação ao segmento desejado... em especial no Brasil, onde a TV ainda é o meio mais massivo e as audiências têm muita dispersão.
Isso significa que, querendo ou não, sua mensagem também será comunicada a parte de um outro público que não é o seu alvo. E, ao criar rejeição neste outro público, ele pode se manifestar negativamente e afetar a imagem da marca e a percepção do público alvo.
Esse risco foi tomado pela BomBril e está gerando polêmica. Os comentários aos vídeos da marca no youtube estão bastante polarizantes, mostrando que um grupo razoável de pessoas não se identificou ou não concorda com o que a marca está propondo.
E vocês, o que acham?
Em uma série de comerciais de TV e uma campanha na internet, três mulheres marcantes (e humoristas) falam sobre a evolução das mulheres e... detonam os maridos. No exemplo abaixo, Marisa Orth, vestida de terno e gravata, compara os homens a cachorros:
Não dá pra negar que a campanha chama a atenção e conseguiu suprimir a ausência de Carlos Moreno (eterno garoto propaganda da marca) como protagonista.
Mas não resisti a escrever também algumas críticas sobre essa idéia. Assim que assisti à propaganda, 2 coisas me vieram à cabeça imediatamente:
1- O conceito de mulher evoluída está sendo estereotipado como uma "mulher de terno e gravata". Será que isso é realmente o que a mulher entende como mulher moderna?
2- Será mesmo que a maiora das mulheres (em especial da classe C, que certamente representa a grande maioria do consumo de Bombril) se identificou com esse insight de mulheres modernas e independentes ou será que ainda existe uma grande maioria "conservadora"?
Imagino que a BomBril e a agência devam ter pesquisado esses pontos antes de ir ao ar, por isso não vou estressar.
Mas não posso deixar de citar um último ponto que realmente me incomoda nessa campanha: o afastamento do público masculino.
Sim, eu sei que o público principal de BomBril deve ser as mulheres. E eu também sei que elas adoram ver os homens sendo detonados nas propagandas.
Mas eu também sei que até pouco tempo a marca patrocinava clubes de futebol (seria pra atingir mulheres??) e também sei que FOCAR EM UM PÚBLICO-ALVO NÃO IMPLICA EM CRIAR REJEIÇÃO EM OUTRO PÚBLICO.
Estou seguro que a segmentação do mercado é um dos princípios básicos de Marketing. Segmentar significa indentificar grupos de consumidores com necessidades e características semelhantes. Mas é muito raro achar uma marca de produto de massa que consiga direcionar 100% da sua comunicação ao segmento desejado... em especial no Brasil, onde a TV ainda é o meio mais massivo e as audiências têm muita dispersão.
Isso significa que, querendo ou não, sua mensagem também será comunicada a parte de um outro público que não é o seu alvo. E, ao criar rejeição neste outro público, ele pode se manifestar negativamente e afetar a imagem da marca e a percepção do público alvo.
Esse risco foi tomado pela BomBril e está gerando polêmica. Os comentários aos vídeos da marca no youtube estão bastante polarizantes, mostrando que um grupo razoável de pessoas não se identificou ou não concorda com o que a marca está propondo.
E vocês, o que acham?
21 de junho de 2010
Bom Bril critica esponjas mas vende esponjas
Vamos a mais uma contribuição recebida pelo twitter do Erros de Marketing:
Imagino que a maioria de vocês deve ter visto a nova campanha do Bom Bril na televisão, não? Usando um apelo ecológico, a empresa critica duramente as esponjas que não são biodegradáveis e oferece a sua esponja de aço como uma solução mais responsável:
Quem vê toda essa agressividade deve imaginar que a Bom Bril deve ser uma empresa super ecológica e que ficaria ate ofendida em fazer qualquer mal à natureza, não? Pois é... mas apesar das críticas, o site da empresa revela que a Bom Bril também fabrica esponjas:
Imagino que essa parte do negócio da Bom Bril seja muito pequena, a ponto de eles não se importarem em dar esse tiro no pé. Será?
14 de janeiro de 2010
Sazon e Bombril não conseguem inovar
Como marketeiro, confesso que é muito difícil trabalhar com uma marca que já tem uma bela campanha em seu histórico. Não tem como as pessoas não lembrarem da famosa propaganda do "É o amor" de Sazon ou as "1001 utilidades" de Bombril. São verdadeiros clássicos, que marcaram época e conseguiram criar uma associação tremendamente forte de um roteiro como uma marca. O problema é que, após um longo período no ar, essas campanhas tendem a se desgastar... e cabe aos bons profissionais conseguir lançar uma nova linha de comunicação que seja ainda superior à antiga.
Um exemplo: Quem não se lembra da antiga campanha "Omo faz, Omo mostra" do sabão em pó da Unilever? Mas a recente criação do "Se sujar faz bem" conseguiu ser ainda melhor (ainda que tenha execuções de boa e de má qualidade).
Durante alguns anos Sazon e Bombril tentaram lançar outras campanhas. Algumas delas até que eram boas. Mas nenhuma conseguia marcar mais que a famosa propaganda anterior. Depois de muito tentar, chegaram à uma solução lógica: relançar o antigo formato de comunicação.
Realmente me parece ser o melhor a fazer. Mas não deixa de ser uma demostração de incapacidade de criar algo mais forte do que as idéias do passado.
Posso ser o único com essa opinião, mas:
1) não aguento mais ver o Carlos Moreno nas propagandas de Bombril,
2) acho que o relançamento do "É o amor de Sazon" (veja abaixo) só vai funcionar se eles emendarem em algo muito forte na sequência e
3) pra citar ainda mais um exemplo, acho que a nova versão da musica do "pipoca com Guaraná" (agora combinando com fim de semana e usando a Claudia Leitte) não vai ter 10% da lembrança que a versão original teve.
Um exemplo: Quem não se lembra da antiga campanha "Omo faz, Omo mostra" do sabão em pó da Unilever? Mas a recente criação do "Se sujar faz bem" conseguiu ser ainda melhor (ainda que tenha execuções de boa e de má qualidade).
Durante alguns anos Sazon e Bombril tentaram lançar outras campanhas. Algumas delas até que eram boas. Mas nenhuma conseguia marcar mais que a famosa propaganda anterior. Depois de muito tentar, chegaram à uma solução lógica: relançar o antigo formato de comunicação.
Realmente me parece ser o melhor a fazer. Mas não deixa de ser uma demostração de incapacidade de criar algo mais forte do que as idéias do passado.
Posso ser o único com essa opinião, mas:
1) não aguento mais ver o Carlos Moreno nas propagandas de Bombril,
2) acho que o relançamento do "É o amor de Sazon" (veja abaixo) só vai funcionar se eles emendarem em algo muito forte na sequência e
3) pra citar ainda mais um exemplo, acho que a nova versão da musica do "pipoca com Guaraná" (agora combinando com fim de semana e usando a Claudia Leitte) não vai ter 10% da lembrança que a versão original teve.
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