Como marketeiro, confesso que é muito difícil trabalhar com uma marca que já tem uma bela campanha em seu histórico. Não tem como as pessoas não lembrarem da famosa propaganda do "É o amor" de Sazon ou as "1001 utilidades" de Bombril. São verdadeiros clássicos, que marcaram época e conseguiram criar uma associação tremendamente forte de um roteiro como uma marca. O problema é que, após um longo período no ar, essas campanhas tendem a se desgastar... e cabe aos bons profissionais conseguir lançar uma nova linha de comunicação que seja ainda superior à antiga.
Um exemplo: Quem não se lembra da antiga campanha "Omo faz, Omo mostra" do sabão em pó da Unilever? Mas a recente criação do "Se sujar faz bem" conseguiu ser ainda melhor (ainda que tenha execuções de boa e de má qualidade).
Durante alguns anos Sazon e Bombril tentaram lançar outras campanhas. Algumas delas até que eram boas. Mas nenhuma conseguia marcar mais que a famosa propaganda anterior. Depois de muito tentar, chegaram à uma solução lógica: relançar o antigo formato de comunicação.
Realmente me parece ser o melhor a fazer. Mas não deixa de ser uma demostração de incapacidade de criar algo mais forte do que as idéias do passado.
Posso ser o único com essa opinião, mas:
1) não aguento mais ver o Carlos Moreno nas propagandas de Bombril,
2) acho que o relançamento do "É o amor de Sazon" (veja abaixo) só vai funcionar se eles emendarem em algo muito forte na sequência e
3) pra citar ainda mais um exemplo, acho que a nova versão da musica do "pipoca com Guaraná" (agora combinando com fim de semana e usando a Claudia Leitte) não vai ter 10% da lembrança que a versão original teve.
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14 de janeiro de 2010
17 de dezembro de 2009
A diferença de uma boa execução na campanha de OMO
A campanha de Omo que esteve no ar alguns anos - entitulada "se sujar faz bem" - é sensacional. Consegue trazer um benefício funcional (remoção de manchas) e emocional ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.
Mas reparei que, na verdade, todo mundo que gosta dessa campanha só lembra das boas execuções de comunicação.
Pesquisando mais a fundo achei uma série de comerciais dentro desta campanha que são menos impactantes. Vejam abaixo dois exemplos claros de execução da mesma idéia.
A primeira é mais "basiquinha", educacional, funcional. A segunda é mais inpiracional, emotiva, profunda. Óbvio que nesta categoria não dá pra ficar o tempo todo apenas com filmes emocionais no ar. Não é isso que quero dizer.
Mas essa comparação é uma prova clara pra mim de como um bom briefing, um bom criativo e uma boa produção por trás de uma boa idéia podem deixá-la ainda mais forte e relevante. Execução é tão importante quanto um bom planejamento, pois é a execução que o consumidor vê!
Mas reparei que, na verdade, todo mundo que gosta dessa campanha só lembra das boas execuções de comunicação.
Pesquisando mais a fundo achei uma série de comerciais dentro desta campanha que são menos impactantes. Vejam abaixo dois exemplos claros de execução da mesma idéia.
A primeira é mais "basiquinha", educacional, funcional. A segunda é mais inpiracional, emotiva, profunda. Óbvio que nesta categoria não dá pra ficar o tempo todo apenas com filmes emocionais no ar. Não é isso que quero dizer.
Mas essa comparação é uma prova clara pra mim de como um bom briefing, um bom criativo e uma boa produção por trás de uma boa idéia podem deixá-la ainda mais forte e relevante. Execução é tão importante quanto um bom planejamento, pois é a execução que o consumidor vê!
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