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27 de fevereiro de 2014

A Friboi despertou a fúria dos vegetarianos. E dai?

Deu o que falar. Essa semana a Friboi lançou um novo anúncio pras suas carnes.
Antes de mais nada, deixo aqui o meu agradecimento, porque não aguentava mais o Tony Ramos perguntando a marca do bife de todo mundo que passava à sua frente. Mas não dá pra negar que essa foi uma campanha memorável (nada mais que a obrigação pra justificar o tamanho do investimento) e que criar uma segunda ideia ainda melhor era uma baita desafio. Pra cumprir essa missão, decidiram "inovar": colocaram o cantor Roberto Carlos anunciando que deixou de ser vegetariano.
Em um "supra sumo de atuação" (sim, fomo irônicos), o rei finge que vai traçar uma bela peça bovina, após mais de 30 anos sem carne:



Se o objetivo era gerar ainda mais boca a boca que a campanha do Tony, conseguiram. A Friboi já saiu nos trending topics to Twitter umas 3 vezes essa semana. Mas pra isso... despertaram a fúria dos vegetarianos.
A pergunta que não quer calar é: e daí? QUAL É O PROBLEMA EM DEIXAR OS VEGETARIANOS INDIGNADOS SE ELES NÃO SÃO O PÚBLICO ALVO DA FRIBOI?

Perguntei isso no nosso twitter (siga-nos! @errosdemkt) e encontrei uma audiência dividida. Tem quem ache que vegetariano é tudo chato e que vai ser contra propaganda de carne de qualquer jeito. Também tem quem entende que a empresa passou dos limites e acabou provocando propositalmente um grupo de pessoas, o que era desnecessário.

Nosso ponto de vista? A Friboi tem o direito de arriscar. Achamos arriscado demais o que ela fez, porque não vai vender 1 grama de carne a mais ao criticar os vegetarianos (eles não vão se tornar carnívoros só por causa da propaganda) e acabou se envolvendo em ideologias. Fazendo um paralelo, seria como se uma marca colocasse na TV uma celebridade corinthiana que decidiu virar palmeirense ou um famoso cristão que decidiu se tornar ateu. Desnecessário entrar nessa seara (ops, mencionamos um concorrente). Mas têm o direito de arriscar.

Quem mais errou, na nossa visão, foi o Roberto Carlos. Ele, sim, (tinha) tem fãs vegetarianos e uma imagem a zelar. Ele, sim, tem uma imagem que envolve valores pessoais. E, ao decepcionar uma parte do seu público, provavelmente vai vender 0,01% menos CDs. E ficar 0,01% mais rico.
E a vida segue.
E vocês, o que acham?

18 de julho de 2012

Super politicamente incorreto

Dá pra entender uma empresa que vende uma espécie de molas pra encaixar no tênis mostrando um rapaz que rouba um banco, destrói flores, coloca um bebê em risco, infringe as regras de trânsito, invade propriedades, inspira adolescentes a fazerem coisas erradas e ainda se dá bem no final por causa do produto?
Vá ser exagerado e politicamente incorreto assim lá no... Canadá!

Antes que me perguntem: não, essa propaganda não é antiga e está atualmente na home dessa empresa!

30 de janeiro de 2012

Voe conosco, porque temos aeromoças transsexuais!

Uma companhia aérea tailandesa resolveu abrir um processo de seleção inusitado... eles estavam em busca de aeromoças transsexuais. Isso mesmo. Eles fizeram questão de contratar homens que decidiram fazer a cirurgia de mudança de sexo para trabalhar em suas aeronaves.
Peter Chan, o presidente da P.C. Air, disse em entrevista à Reuters que os transsex seriam ideais para essa função, pois conseguem entender tanto o mundo masculino quanto o feminino.
Após um processo de seleção de 10 meses em busca das candidatas que parecessem mais femininas, atraentes e fluentes em inglês e mandarim, contrataram 4 funcionárias:
E colocaram na TV uma campanha estrelada pela miss transsex do país, agora parte da equipe de bordo:



O caso saiu na revista Time, que explica que Bangcoc é uma das cidades onde mais homens fazem esse tipo de cirurgia no mundo.
No mínimo, polêmico.

Vamos tentar analisar esse caso racionalmente?
1) A qualidade do serviço da cia aérea não melhorou por causa disso: Ainda que os transsexuais tivessem uma capacidade de atendimento muito superior à média, o fato é que as 4 novas aeromoças não devem ser nem 1% do quadro de funcionários da empresa. E, sozinhas, não são suficientes pra melhorar o serviço da P.C. Air como um todo.
2) As outras aeromoças e comissários de bordo devem ter ficado incomodados: como você se sentiria se seu patrão aparecesse na TV dizendo que agora contrataram 4 funcionários que são mais capazes do que você? Como isso se refletiria na sua motivação?
3) Será que o passageiro frequente da P.C. Air gostou da novidade? Em qualquer cia aérea do mundo existe uma grande dependência das viagens de negócios. E os executivos ainda são, em sua maior parte, homens. Será que os homens que estão no avião prefeririam ser atendidos por aeromoças mulheres ou aeromoças transsexuais? Não estou expressando minha opinião sobre isso, estou apenas lembrando que ainda vivemos em uma sociedade majoritariamente machista e que isso pode criar uma barreira pras novas funcionárias.

Pois é... tentar alavancar o negócio sobre polêmica tem sempre os seus riscos.
E vocês, acham que isso é um acerto ou um erro de marketing?

22 de agosto de 2011

Lingerie para crianças gera polêmica

Você já ouviu falar em "loungerie"? É um misto de "roupa de baixo" e "roupa pra ficar em casa" (algo parecido com a proposta da Puket, por exemplo). Pois na França existe uma rede especializada neste tipo de roupa para crianças, chamada Jours Après Lunes. em uma atitude ousada, a rede está apresentando sua nova coleção com fotos polêmicas, onde as crianças são apresentadas como "mini-adultos":

 A campanha foi muito criticada por exagerar na sensualidade e na "adultização" das crianças, não somente pelas poses mas também pelas maquiagens e penteados.

Mas esse não é um caso isolado. A foto abaixo é da "modelo" Thylane Lena-Rose Blondeau, de apenas 10 anos de idade, que está fazendo sucesso no mundo fashion.

O fato é que as crianças estão "amadurecendo" cada vez mais rápido, e querendo virar adultas cada vez mais cedo. Ao mesmo tempo, os pais querem garantir que seus filhos aproveitem bem a sua infância e que não caiam nessa "roubada" de desperdiçar a fase mais gostosa da vida.
E aí, a loja exagerou ou não?

18 de abril de 2011

Internautas tiram o couro da Arezzo

Não tem como não comentar sobre isso... no fim da semana passada a Arezzo divulgou uma nova coleção de calçados e acessórios chamada "Pelemania", feita com peles e pêlos de animais.
Pra ajudar a lançar a novidade, a empresa fez uma divulgação na flagstore da Oscar Freire, em SP, e espalhou a notícia a seus mais de 20,000 seguidores no twitter. Adivinhem o que aconteceu?
A marca ficou entre os trending topics do twitter por quase todo o domingo, chegando ao topo da lista no fim do dia. Mas... a esmagadora maioria dos comentários das pessoas era muito, muito negativo. O fato de a empresa estar usando animais em seus produtos despertou a fúria de uma multidão, que, literalmente, tentou "tirar o couro" da marca.
Que a Arezzo gosta de usar a polêmica pra chamar a atenção, nóa já sabíamos. Mas agora passou dos limites, não?

18 de março de 2010

Celular Vivo substitui presença do pai?

Vamos a mais um caso polêmico. Estava relutante em colocar esse vídeo aqui, mas depois de receber algumas críticas duras a essa propaganda da Vivo, não resisti.
No filme, o pai explica pra filha que está se separando, mas que vai estar sempre por perto através do telefone. No fim das contas, o celular Vivo possibilita que o pai esteja "presente" em alguns momentos especiais da filha, mesmo que à distância.
Honestamente achei o filme extremamente bem produzido. Parabéns ao diretor! Através da atuação que tirou da menininha, ele conseguiu gerar muitas emoções positivas mesmo em um tema difícil como esse.
Mas... o fato é que a verdade às vezes dói... e gera reações.
Muita gente adorou a propaganda, mas muita gente achou ridículo o fato de a Vivo estar querendo dizer que um celular pode substituir a presença de um pai.... alguns extremistas até acharam que a empresa expôs demais o assunto e incentivou a separação (discordo desse ponto, mas opinião é opinião). Veja algumas dessas opiniões aqui. Pelo que percebi as pessoas que mais se incomodaram foram justamente aquelas que não queriam que suas crianças fossem expostas ao tema de separação como algo normal, por mais que seja.
Mais uma prova de que é impossível agradar a todos. Fica uma dúvida no ar pra nossa reflexão: será que é melhor fazer uma propaganda mais polêmica que agrada muito a uma parte da população ou uma mais "suave" que agrade menos mas a todos?

6 de janeiro de 2010

Gillette e Gatorade perdem com escândalo de Tiger Woods

Um dos maiores jogadores de golfe de todos os tempos e um dos atletas mais bem pagos da atualidade acaba de passar por um belo "perrengue" na vida pessoal. Eleito pela Business Week a personalidade dos esportes mais influente de 2008, Tiger Woods  se envolveu em um acidente de carro que culminou em uma grande exposição de problemas em sua vida conjugal. Em meio a um turbilhão de boatos e denúncias de que o jogador teria dezenas de amantes, Woods anunciou um afastamento temporário do esporte que o consagrou.
Vendo a imagem de seu garoto propaganda ser denegrida, Accenture, Tag Hauer, Gatorade (Pepsi), American Express e Gillette cancelaram ou limitaram seus contratos de patrocínio com o atleta.
Esse é o risco de ter uma celebridade como representante de sua marca, que sempre falamos por aqui. Por sorte nenhum desses produtos têm uma relação direta com os fatos ocorridos, mas nunca se sabe o impacto de imagem que isso pode trazer para os anunciantes e isso impactou diretamente o preço de suas ações no mercado... a Reuters estimou que os acionistas das empresas patrocinadoras podem ter perdido até 8,3 bilhões de Euros com essa brincadeira.
Entre essas marcas, destaco o duplo "azar" pelo qual passaram a Gillette (que também sofreu com o incidente do Thierry Henry) e a Gatorade (que tinha acabado de penar com mudanças de embalagens). Que zica, hein?
Por outro lado, a Nike foi a única empresa que decidiu manter o patrocínio. Talvez seja um aposta no retorno do atleta, talvez seja uma demostração de ajuda, talvez seja uma crença de que isso pode reverter positivamente ou talvez seja simplesmente uma conseqüência das cláusulas do contrato (custo de cancelar).
Vamos acompanhar o fim dessa história.

13 de outubro de 2009

Arezzo e sua campanha bizarra (só eu achei isso?)

Outro dia, em um shopping, me deparei com uma mega vitrine adesivada com uma foto de duas meninas parecidas, em uma pose meio estranha, em uma piscina, vestindo toucas de banho, maiôs futurísticos e sapatos de salto alto. Pisquei e reparei que eram a Juliana Paes e a Cleo Pires. Pisquei de novo e li que era uma propaganda da Arezzo.
Talvez eu não sseja o público-alvo, talvez eu não tenha conseguido me elevar a este ponto de abstração, talvez que não tenha aberto a minha mente.... Ok, a foto está bem produzida, as celebridades são de nível alto e, de alguma forma, está transmitindo muita sofisticação.... mas, aqui entro nós, será que só eu achei essa campanha bizarra?? Estamos mesmo vendo um anúncio de uma marca de sapatos?? Mais um caso de tentativa de usar a polêmica a seu favor.... humpf.
A mesma foto está na página principal do site da Arezzo atualmente.

27 de setembro de 2009

A polêmica positiva é vizinha da negativa

Usar polêmica pra gerar boca-a-boa é uma tacada de mestre.... isso quando o boca-a-boca é POSITIVO. E aí exite uma linha muito tênue... em geral, quem acerta a mão uma vez quer ir mais fundo na próxima, e acaba exagerando. Quem não se lembra das lendárias fotos da Benetton? Acertaram a mão algumas vezes, com imagens propositalmente provocantes... mas o tempo passou e exageraram...
A próxima na fila pode ser a Havaianas... colocaram uma vovó falando de sexo no comercial e tiveram que tirar do ar... alguns dizem que foi tudo proposital, mas não deixa de ser arriscado. Cuidado, Havaianas, a fila que a Benetton pegou está andando.

Em tempo... admiro as (poucas) empresas que têm a coragem e o dinheiro pra contratar uma celebridade pra ser coadjuvante. A Havaianas contratou um ator profissional (Cauã) pra aparecer penas alguns segundos e não falar nenhuma palavra no filme. E, independente da polêmica, ficou bom... pois assim o artista não se sobressaiu ao produto.