Nos EUA a chamada "propaganda comparativa" é uma prática de mercado. E assim, alguns casos clássicos de provocação (como a das propagandas da Coca-Cola contra a Pepsi e vice-versa) entraram pra história.
Mas por aqui esse tipo de propaganda tem 2 problemas:
Primeiro, o CONAR apenas libera fazer comparação de produto se houver uma argumentação objetiva (como resultados de estudos clínicos ou pesquisas que comprovem as diferenças) e se o anunciante se comportar de forma ética - o que é raro nesses casos.
Segundo, o povo brasileiro costuma não gostar de propagandas de comparação e os anunciantes ofensivos acabam ganhando uma conotação negativa. Em geral, nós preferimos que os produtos se concentrem em falar das suas próprias qualidades, e não em apontar os defeitos dos outros.
Mas... como poucas marcas se comportam de forma agressiva, quando alguém o faz se destaca muito. Nesse contexto, a Nissan decidiu fazer um movimento ousado esse fim de semana (em geral, marcas que querem fazer algo que provavelmente será barrado pelo CONAR, lança uma campanha na sexta-feira a noite... e, no mínimo, fica no ar por 3 dias): lançou uma propaganda mais do que agressiva atacando diretamente a Ford:
Resta saber quanto tempo essa propaganda ainda ficará no ar. E como os consumidores vão reagir.
Grande risco assumido pelo marketing da Nissan...precisava?
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27 de fevereiro de 2011
25 de novembro de 2009
Logos separados ao nascer 1
Outro dia me dei conta da quantidade de identidades visuais parecidas que existem no mercado. O logo da Ford parece irmão do da Carrier. Já o tigre da Kellog's parece fazer um bico no posto Esso nas horas vagas. E o Alpino e o Toblerone parecem fazer questão de usar a mesma imagem dos Alpes.
Vamos lá, pessoal. Elementos gráficos são parte fundamental da criação de uma marca, ou seja, uma identididade de diferenciação. Fazer coisas parecidas com o que já existe no mercado demonstra limitação de criatividade, além de poder confundir o consumidor (especialmente quando falamos de duas marcas diretamente concorrentes como Chanel e Gucci).
Vamos lá, pessoal. Elementos gráficos são parte fundamental da criação de uma marca, ou seja, uma identididade de diferenciação. Fazer coisas parecidas com o que já existe no mercado demonstra limitação de criatividade, além de poder confundir o consumidor (especialmente quando falamos de duas marcas diretamente concorrentes como Chanel e Gucci).
E não me digam que é difícil fazer coisas diferentes... já viram a quantidade de logos que existem nos metrôs do mundo?
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