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28 de outubro de 2011

Aquarius fresh uva tem suco de maçã, e não de uva

Não sei se é erro de marketing ou curiosidade, mas o que você acharia se eu te contasse que a Aquarius Fresh de uva tem suco de maçã e suco de limão, mas não tem suco de uva??? O mesmo acontece com a de abacaxi e a de pêra. A única que tem o suco que corresponde ao sabor é a Aquarius Fresh de limão.
A informação tá no site da Coca-Cola.

14 de setembro de 2010

Google sugere boatos em buscas por marcas

A chegada da internet fez com que as informações corressem de forma ainda mais rápida pelo mundo. Um pequeno incidente ou até mesmo um boato envolvendo uma marca hoje pode virar um grande problema de imagem amanhã.
Neste novo cenário, algumas marcas preferem não interferir na comunicação que se espalha na rede e existem outras que escolhem ser mais ativas na proteção de sua reputação. O fato é que todos ainda estamos aprendendo sobre o melhor modelo pra lidar com essa situação. Enquanto isso, algumas marcas sofrem com coisas negativas que se espalham mundo afora. Prova disso é o recurso do Google de sugerir expressões de buscas... tente colocar a "fanta " no site brasileiro do buscador e se surpreenda... uma das sugestões do Google é "fanta uva causa câncer" (esse é um dos vários mitos explicados no site da Coca).
Ou seja, o site com maior acessos do Brasil sugere um boato a quem chega no site para procurar algo sobre uma marca. Que situação, hein? E a Fanta não é a única... veja outros exemplos:

3 de agosto de 2010

Coca-Cola homenageia mães nas vésperas do Dia dos Pais

Já há algum tempo a Coca decidiu falar diferentes mensagens para cada públilco. No passado chegou a lançar campanhas bem diferentes para adolescentes e para mães ao mesmo tempo (lembra da promoção com a Avon? e da promoção com o Charlie Brown Junior?).
Após ter feito uma overdose de investimentos associados a futebol com o gancho da Copa do Mundo, a marca parece ter decidido lançar uma campanha reforçada homenageando as mamães com o bordão "você é essa Coca-Cola toda". E a propaganda abaixo está passando com freqüência na TV. A mensagem fala com as donas de casa, divulga a garrafa de vidro e transmite alguma emoção. Mas... colocar no ar uma campanha homenageando as mães às vésperas do Dia dos Pais fica meio deslocado, não??

14 de junho de 2010

Marca própria + licenciamento + sacanagem

Quem já trabalhou em um projeto difícil, que demorou anos de estudo pra sair do papel e que foi copiado descaradamente do dia pra noite sabe... isso pode até ser legal, mas é sacanagem. Essa foi exatamente a minha sensação quando vi essa garrafa de Carrefour Cola do Chaves na prateleira do mercado.
As marcas próprias têm todo o direito de existir como uma alternativa, na maioria das vezes mais barata, ao líder de mercado. Mas copiar desse jeito é uma estratégia muito questionável pois confunde o shopper e gera atritos com os grandes fornecedores (não vamo esquecer que a Coca certamente paga uma "bolada" por atividades de trade no Carrefour).
Depois que percebi que o produto não era da Coca a primeira reação que tive foi pensar: "O Carrefour consegue vender um produto mais barato mesmo com escala menor e pagando por custos de licenciamento. Qual será a qualidade?" Não sei. Não comprei, porque achei competição desleal. E a diferença de preço não valia a pena pelo risco que imaginei.
Ainda não consigo entender como o Carrefour consegue usar o mesmo modelo de garrafa da Coca-Cola. Como esse é um ícone da marca, se não foi patenteado ou protegido, também existe um erro da Coca na jogada... (lembram do caso do sucrilhos Nestlé x Kellog's?)

8 de abril de 2010

Depois da Coca-Cola, tudo virou Zero

Em 2005 a Coca-Cola decidiu fazer um teste no Brasil (reaplicando algo que tinha sido bem sucedido na Grécia 2 anos antes) e mudou o nome da Sprite Diet pra Sprite Zero. Em alguns meses, a participação de Sprite Zero dentro do segmento de refrigerantes de baixa caloria saltou de 2,6% para 4,7%. Em 2006 decidiu expandir esse conceito ao guaraná Kuat e o recém-lançado Kuat Zero passou de 14% para 19% de participação no segmento de guaranás de baixa caloria. Esses casos de sucesso incentivaram a Coca a arriscar em uma inovação em seu carro-chefe e, em 2007, fizeram um teste de mercado da Coca Zero no Sul do país. Todos conhecemos o resto desta história de sucesso.
Está aí um belo exemplo. Uma companhia líder de mercado conseguiu criar um conceito inovador e, com disciplina, revolucionou o mercado.
Enquanto isso... a concorrência obviamente se incomodou. A Pepsi está tentando evitar copiar a Coca a todo custo (lançou a "Pepsi 3" e, no EUA, renomeou a Diet pra "Max"... aqui no Brasil continua com a versão "Light"), mas acho que será apenas uma questão de tempo... principalmente depois de ver que até o Guaraná Antarctica lançou a versão Zero (!).
O que há de errado nisso? Nada... escolher entre ter que seguir um concorrente e ser passado pra trás é fácil... vamos copiar!
Mas... já repararam que o conceito de "Zero" explodiu? De repente é possível achar iogurte, sorvete, biscoito, bolo, suco, chocolate, leite de soja, pudim, requeijão, gelatina e até molho de tomate ZERO!!! O que houve??? Cada um usa o zero pra uma coisa (tem zero açúcar, zero adição de açúcar, zero gordura, zero colesterol, zero calorias, etc), mas todo mundo coloca a palavra com destaque na embalagem (em alguns casos o "Zero" é maior que a marca do produto!).
Quem lê meu blog com freqüência sabe o quanto eu critico essas empresas que tomam medidas drásticas apenas "porque todo mundo está fazendo o mesmo". Cuidado, minha gente! O objetivo do Marketing é criar diferenciação, e não generalização. Modas passam. Associações de marca permanecem.

29 de dezembro de 2009

O clássico erro da New Coke

Qualquer "apanhado" de Erros de Marketing que se preze tem que mencionar esse deslize e não será diferente com esse blog. Vamos relembrar o caso da New Coke?
Em 1985, em meio a uma forte ameaça de perder mercado para a Pepsi, a presidência da Coca-Cola decidiu tomar uma medida drástica: substituir o seu produto mais vendido por uma nova fórmula, supostamente melhor.
Obviamente a mudança foi acompanhada de uma série de pesquisas que afirmavam que, em testes cegos, a preferência pela nova bebida era praticamente unânime. Mas... no teste da vida real o consumidor reagiu de forma diferente e começou a pedir a sua antiga Coca-Cola de volta. E enquanto isso, a Pepsi fazia propagandas dizendo que tinha vencido a "batalha das colas", já que a Coca tinha apelado para uma mudança de produto, assumindo que não era o melhor.
Após 3 meses, em meio a uma situação mais que delicada, a Coca trouxe seu produto original de volta às prateleiras, agora renomeada de Coke Classic, mantendo a New Coke como extensão de linha. Não demorou muito e as vendas da New Coke já não era mais expressivas versus o produto original (leia mais sobre esse caso aqui ou aqui).
Esse acontecimento é uma prova de que nem sempre as pesquisas conseguem determinar o que realmente vai acontecer no mercado. É preciso ter cautela para fazer mudanças tão significativas em produtos que têm uma grande lista de consumidores "apaixonados pelo produto" como a Coca.
A coca reagiu rápido e pagou caro pelo erro, mas conseguiu reverter a situação. Ainda bem que eles não tiveram a brilhante idéia de relançar o produto original como "Old Coke". :-)
É errando que se aprende.

24 de novembro de 2009

Dako é bom? Marcas em músicas

O sonho de toda marca é virar sinônimo da categoria... virar referência e unanimidade a tal ponto de todos adotarem a sua marca como parte integrante de suas vidas. Algumas marcas conseguem chegar em um estágio tão avançado que acabam nos surpreendendo. Há quem pague pra ter móveis com a forma da garrafa de Coca-Cola. Há quem coloque um remédio (Aspirina) no nome de um filme. Há quem batize o filho com o nome de um produto. E não há cena de filme em que se procura por algo na internet em que não apareça o Google. Tudo normal. Afinal, esses logos, nomes de produtos ou formas fazem parte de nosso dia-a-dia de maneira muito natural.

Teve uma época em que a febre era tentar fazer as marcas serem mencionadas “espontaneamente” em músicas. Faz todo o sentido, não? Afinal uma marca pode ser ouvida milhões de vezes se fizer parte de um hit. Aerosmith, Bom Jov, U2, Mariah Carey, Elton John e até Frank Sinatra têm músicas que mencionam marcas (veja um lista). Algumas são espontâneas, outras não (sim, algumas marcas pagaram... e caro).

Aqui no Brasil, quem assistiu a primeira edição de A Fazenda reparou que a marca que mais apareceu foi.... Rolex, por causa da bendita música do Dado Dollabela que só tinha refrão. Mas... será que essa associação é boa pro Rolex?? Pra responder essa pergunta, uso um exemplo mais extremo: a marca de fogões Dako, que também entrou pra esse seleto grupo de marcas mencionadas espontaneamente em músicas, no hit “Dako (dá cu) é bom”, da Tati Quebra Barraco (veja letra). Que fria, hein? Ganhou uma garota-propaganda indesejada e ainda virou piada por aí.