Algumas pessoas me escreveram essa semana inconformadas com a nova campanha do Itaú, que usa a música "Imagine", de John Lennon.
Independente de concordar ou não, o fato de ter recebido essas manifestações espontâneas me mostra que parte da população não gostou de uma instituição financeira (cujos objetivos nós conhecemos muito bem) estar tentando se associar a sonhos de igualdade, justiça e paz. Para eles, isso ecoou como uma grande incoerência ou exagero.
Veja abaixo o comercial de TV e a letra da música traduzida. O que vocês acham?
Imagine que não exista nenhum paraíso, É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós, Sobre nós apenas o firmamento.
Imagine todas as pessoas Vivendo pelo hoje...
Imagine que não exista nenhum país, Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer, Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas Vivendo a vida em paz...
Imagine nenhuma propriedade, Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome, Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas Compartilhando o mundo todo.
Você talvez diga que sou um sonhador, Mas eu não o único.
Eu espero que algum dia você junte-se a nós, E o mundo viverá como um único.
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8 de junho de 2010
3 de dezembro de 2009
Telefonica, Itaú e TIM são as mais "reclamadas"
Quando falamos em Marketing, falamos em satisfazer o consumidor. Esse é um grande desafio para as empresas de serviços, que são responsáveis pela maioria dos contatos "fornecedor x cliente" do mercado.
Admiro a coragem de quem se propõe a "servir" o cliente. Os hotéis, companhias aéreas, bancos, empresas de comunicação, etc dependem muito de PESSOAS e suas relações. Estamos falando de negócios que demandam muito investimento em treinamento, padronização, aceleração de processos e até tecnologia.
Mas... o que dizer de empresas que têm o "bom serviço" como missão mas que têm muitos clientes reclamando do tratamento que receberam?
Veja o ranking do Procon/SP com as empresas mais reclamadas em 2008 e tirem suas conclusões:
Admiro a coragem de quem se propõe a "servir" o cliente. Os hotéis, companhias aéreas, bancos, empresas de comunicação, etc dependem muito de PESSOAS e suas relações. Estamos falando de negócios que demandam muito investimento em treinamento, padronização, aceleração de processos e até tecnologia.
Mas... o que dizer de empresas que têm o "bom serviço" como missão mas que têm muitos clientes reclamando do tratamento que receberam?
Veja o ranking do Procon/SP com as empresas mais reclamadas em 2008 e tirem suas conclusões:
30 de novembro de 2009
Itaú usa propaganda de mau gosto
Existe uma linha de marketeiros, da qual eu faço parte, que acredita que uma propaganda deve ser "rewarding" para ser eficiente. Esse termo significa que, em geral, propagandas com tom positivo e que fazem as pessoas quererem vê-la de novo têm mais chances de conseguir convencê-las. Isso implica em evitar roteiros ou edições que causem fortes emoções negativas como constrangimento, nojo excessivo, insegurança, etc.
Esses dias assisti à nova propaganda dos investimentos Itaú que achei um puro mau gosto. Colocar uma mulher contando para o marido que está grávida através de uma história de traição não me pareceu nada sensato. Já assisti 2 vezes e não conseguia me lembrar qual era exatamente o produto que estava sendo oferecido, de tão chocado que fiquei com a história, mesmo tendo um final feliz.
Adoro as propagandas do Itaú, mas essa foi totalmente contra os meus princípios teóricos de uma propaganda eficiente:
Esses dias assisti à nova propaganda dos investimentos Itaú que achei um puro mau gosto. Colocar uma mulher contando para o marido que está grávida através de uma história de traição não me pareceu nada sensato. Já assisti 2 vezes e não conseguia me lembrar qual era exatamente o produto que estava sendo oferecido, de tão chocado que fiquei com a história, mesmo tendo um final feliz.
Adoro as propagandas do Itaú, mas essa foi totalmente contra os meus princípios teóricos de uma propaganda eficiente:
19 de novembro de 2009
Luciano Huck vende de tudo
nho a impressão que o chamado "efeito manada" do mercado financeiro (quando todo mundo começa a fazer a mesma coisa sem saber o porquê) também acontece no mundo da publicidade. É impressionante ver como, de repente, o mesmo garoto-propaganda está em todos os anúncios. Isso é um óbvio relfexo dos picos de popularidade de algumas celebridades e também da falta de criatividade de algumas agências.
Teve uma época que o Ronaldinho Gaúcho vendia de tudo (até goma de mascar que faz bem pros dentes (!)), em outra era a Grazi, depois a Ivete Sangalo, seguida pela Claudia Leite, etc. A bola da vez é o Luciano Huck.
Respeitado como um dos melhores comunicadores do Brasil e tido como provável sucessor do Fasutão na Globo, o carismático apresentador tem feito propaganda de vitaminas até cartão de crédito, passando por cursos universitários, tênis, celulares, construtora, refrigerante, eletrodomésticos, roupa e até detergente pra lavar louça (isso fora os "n" merchandisings em seu programa de TV).
O problema é que a credibilidade da celebridade, quando muito exposta, começa a ficar em risco. Outro dia vi 3 propaganda seguidas onde o Huck aparecia recomendando produtos diferentes. Na terceira, não me passava mais segurança nenhuma.
Parece que seus assessores já perceberam isso e estão "abrindo mão" de alguns contratos atuais. Mas enquanto isso, dá-lhe propaganda!
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