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25 de fevereiro de 2014

Samsung dá aula de arrogância com Galaxy

A Samsung acabou de lançar o Galaxy S5, seu smartphone mais moderno. A comunicação desse novo produto ainda não saiu na mídia, mas a gente não consegue esquecer a aula que a Samsung nos deu no ano passado: "como fazer uma tecnologia mega avançada parecer ser arrogante, metida e coxinha", com o Galaxy Gear:


Quando você tem um produto realmente revolucionário, pode se dar ao luxo de se colocar numa posição superior. Mas cuidado pra não criar uma distância tão grande com a realidade das pessoas que acabe criando rejeição. Existem formas muito melhores de criar desejo do que essa. Espero que o S5 venha com outra pegada...

23 de janeiro de 2012

Aprenda a piorar um naufrágio com a Costa Cruzeiros

A notícia se espalhou: um navio de luxo da Costa Cruzeiros naufragou na Itália. Até o momento, 12 pessoas já foram encontradas mortas e 20 estão desaparecidas.

O comandante da embarcação está preso e é acusado de ser o responsável pelo incidente. Enquanto isso, a empresa tentar reparar os danos de imagem que sofreu. Quem agora vai se sentir seguro para entrar em um navio da Costa??? É preciso fazer um plano de crise urgente. Mas... o que fazer? Foi bem aí que alguém teve uma idéia brilhante para salvar a empresa: que tal oferecer 30% de desconto aos sobreviventes para seu próximo cruzeiro conosco? Parece piada mas não é. A notícia acaba de sair.

Recebi essa sugestão de várias pessoas no @errosdemkt e fui conferir a notícia. Pra minha surpresa e pra fechar esse post com chave de ouro, a notícia era patrocinada pelo Submarino Viagens, que está oferecendo 20% de desconto nos cruzeiros da Costa a qualquer cliente. Puuuutz! Querem afundar junto??

20 de junho de 2011

As 10 piores propagandas do tipo Polishop

Os chamados "infomerciais" são propagandas de TV mais longas, que explicam com detalhes o funcionamento do produto, de forma "informativa". Mas, aqui entre nós, a maior parte dos anúncios deste tipo força a barra. Na tentativa de vender a qualquer custo, eles usam de exageros e apresentam um produto simples como se fosse algo milagroso e a solução de "todos os seus problemas".
Segue aqui a minha homenagem a 10 informerciais bizarros que achei na internet:

9 de maio de 2011

Propaganda de quê, mesmo?

Uma boa campanha de TV deve ser capaz de fazê-lo lembrar da marca que está sendo anunciada e do seu diferencial. Isso pode parecer super óbvio, mas não é. Canso de ver propagandas que as pessoas adoram assistir, mas não lembram sequer o nome do produto que estava sendo divulgado.
Não se trata de falta de criatividade. Isso é um problema grave de eficácia e pode levar a um desperdício imenso.
Um excelente exemplo deste problema está abaixo. Um vídeo super chamativo sobre o primeiro amor de um chinezinho... depois de 1 minuto e 18 segundos de "novela", uma marca de petróleo (? poderia ser qualquer coisa) assina o filme:

14 de janeiro de 2010

Sazon e Bombril não conseguem inovar

Como marketeiro, confesso que é muito difícil trabalhar com uma marca que já tem uma bela campanha em seu histórico. Não tem como as pessoas não lembrarem da famosa propaganda do "É o amor" de Sazon ou as "1001 utilidades" de Bombril. São verdadeiros clássicos, que marcaram época e conseguiram criar uma associação tremendamente forte de um roteiro como uma marca. O problema é que, após um longo período no ar, essas campanhas tendem a se desgastar... e cabe aos bons profissionais conseguir lançar uma nova linha de comunicação que seja ainda superior à antiga.
Um exemplo: Quem não se lembra da antiga campanha "Omo faz, Omo mostra" do sabão em pó da Unilever? Mas a recente criação do "Se sujar faz bem" conseguiu ser ainda melhor (ainda que tenha execuções de boa e de má qualidade).
Durante alguns anos Sazon e Bombril tentaram lançar outras campanhas. Algumas delas até que eram boas. Mas nenhuma conseguia marcar mais que a famosa propaganda anterior. Depois de muito tentar, chegaram à uma solução lógica: relançar o antigo formato de comunicação.
Realmente me parece ser o melhor a fazer. Mas não deixa de ser uma demostração de incapacidade de criar algo mais forte do que as idéias do passado.
Posso ser o único com essa opinião, mas:
1) não aguento mais ver o Carlos Moreno nas propagandas de Bombril,
2) acho que o relançamento do "É o amor de Sazon" (veja abaixo) só vai funcionar se eles emendarem em algo muito forte na sequência e
3) pra citar ainda mais um exemplo, acho que a nova versão da musica do "pipoca com Guaraná" (agora combinando com fim de semana e usando a Claudia Leitte) não vai ter 10% da lembrança que a versão original teve.

17 de dezembro de 2009

A diferença de uma boa execução na campanha de OMO

A campanha de Omo que esteve no ar alguns anos - entitulada "se sujar faz bem" - é sensacional. Consegue trazer um benefício funcional (remoção de manchas) e emocional ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.
Mas reparei que, na verdade, todo mundo que gosta dessa campanha só lembra das boas execuções de comunicação.
Pesquisando mais a fundo achei uma série de comerciais dentro desta campanha que são menos impactantes. Vejam abaixo dois exemplos claros de execução da mesma idéia.
A primeira é mais "basiquinha", educacional, funcional. A segunda é mais inpiracional, emotiva, profunda. Óbvio que nesta categoria não dá pra ficar o tempo todo apenas com filmes emocionais no ar. Não é isso que quero dizer.
Mas essa comparação é uma prova clara pra mim de como um bom briefing, um bom criativo e uma boa produção por trás de uma boa idéia podem deixá-la ainda mais forte e relevante. Execução é tão importante quanto um bom planejamento, pois é a execução que o consumidor vê!

3 de novembro de 2009

Schin muda de agência como quem muda de roupa

Não tem como ganhar de um competidor gigante sem ser eficiente. Se você tem apenas 10% da verba de marketing de um oponente, não adianta inventar: tem que ser CONSISTENTE e bater na mesma tecla ao longo dos anos pra poder fixar um diferencial.
Dada a introdução, vamos aos fatos: a cerveja Schincariol acaba de anunciar que está mudando de agência... pela 5a vez nos últimos 6 anos.
Consequentemente, suas linhas de comunicação também têm variado. Desde o (re)lançamento da Nova Schin (lembram do "Experimenta! Experimenta!" e do polêmico caso do Zeca Pagodinho mudando de bandeira?), já passaram por alguns chavões como a "mulhegada" o "Ou seja, cerveja" e o atual "Pega Leve". Recentemente anuciaram ainda uma mudança de embalagem, focando no nome "Schin" (ou seja, tentando tirar o "Nova" da jogada).
Todas essas mudanças passam por execuções de boa qualidade, mas o problema está na inconsistência.
A Schin não pode se dar ao luxo de fazer tantas mudanças. Precisa acertar a mão logo e se agarrar em alguma coisa relevante.
Só não vou crucificar a Nova Schin porque no mercado ainda tem a... Kaiser funcionando como âncora da categoria, com problemas ainda mais drásticos.

27 de setembro de 2009

Aperte a tecla SAP, Volkswagen!

A primeira vez que assisti a um comercial da Volkswagen que assinava com "Das Auto", pensei que era o nome de uma concessionária. Aí reparei que eles estavam assinando TODAS as peças assim (inclusive o site da empresa ).
Uns 3 meses depois, por pura coincidência, descobri que essa expressão significa "O carro".... em alemão (!). Ok, tem tudo a ver com a campanha e com o DNA da marca. Mas quantas pessoas entendem alemão no Brasil????

Aproveito ainda pra deixar um toque pra todas as emrpesas que teimam em escrever slogans, atributos e até nomes de produtos em línguas estrangeiras. Pesquisas recentes revelam que apenas +-10% da população brasileira fala inglês. Quando pegamos apenas a classe C (52% da população), o número cai pra 6%.

Como se fala Erro de Marketing em alemão, mesmo?