Mostrando postagens com marcador diferenciação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diferenciação. Mostrar todas as postagens

11 de julho de 2012

Use Suvinil porque a Grazi tá na propaganda

Vender tinta não é um trabalho fácil. Apesar de ser algo que está sempre à vista, a compra de tinta normalmente acontece num momento chato... durante uma reforma ou após um orçamento salgado do pintor....
Já há algum tempo os materiais de construção se ligaram pro fato de que as mulheres têm um poder de decisão muito grande nesses itens. Nessa onda, a Suvinil decidiu se apresentar de forma mais emocional, usando celebridades conhecidas pelas consumidoras. A idéia ("tudo que você mais gosta vira cor") é muito boa... mas, será que um item tão importante na decoração da casa pode sugerir um quartinho de criança com móveis brancos, enxoval rosa e parede verde? Isso combina mesmo??
E, por fim, a pergunta que sempre faço: qual diferencial essa propaganda está criando pra Suvinil versus os seus concorrentes? Será que valorizar tanto o uso de cores, que é algo que todas as marcas oferecem em grande variedade é realmente a melhor escolha de um benefício? Ou eles simplesmente acham que a partir de agora Suvinil vai vender mais porque é a tinta da Grazi?

9 de maio de 2011

Propaganda de quê, mesmo?

Uma boa campanha de TV deve ser capaz de fazê-lo lembrar da marca que está sendo anunciada e do seu diferencial. Isso pode parecer super óbvio, mas não é. Canso de ver propagandas que as pessoas adoram assistir, mas não lembram sequer o nome do produto que estava sendo divulgado.
Não se trata de falta de criatividade. Isso é um problema grave de eficácia e pode levar a um desperdício imenso.
Um excelente exemplo deste problema está abaixo. Um vídeo super chamativo sobre o primeiro amor de um chinezinho... depois de 1 minuto e 18 segundos de "novela", uma marca de petróleo (? poderia ser qualquer coisa) assina o filme:

15 de fevereiro de 2011

Dettol quer ganhar de Protex dizendo que é confiável

A Reckitt lançou recentemente no Brasil a linha Dettol. São produtos para higiene como sabonete em barra, sabonete líquido e gel que eliminam germes e bactérias. Essa proteção antiséptica se apresenta como uma alternativa à marca Protex, da Colgate, líder absoluta no Brasil neste segmento.
Pra ganhar de uma marca tão tradicional, Dettol veio com uma campanha massiva de comunicação e um slogan matador: "100% confiável"...
Peraí.... desde quando "ser confiável" é algum diferencial????
Desde quando um produto que acabou de chegar vai ser visto como mais confiável que uma marca que está há anos no mercado apenas porque diz isso??? Será que vai dar certo?

8 de abril de 2010

Depois da Coca-Cola, tudo virou Zero

Em 2005 a Coca-Cola decidiu fazer um teste no Brasil (reaplicando algo que tinha sido bem sucedido na Grécia 2 anos antes) e mudou o nome da Sprite Diet pra Sprite Zero. Em alguns meses, a participação de Sprite Zero dentro do segmento de refrigerantes de baixa caloria saltou de 2,6% para 4,7%. Em 2006 decidiu expandir esse conceito ao guaraná Kuat e o recém-lançado Kuat Zero passou de 14% para 19% de participação no segmento de guaranás de baixa caloria. Esses casos de sucesso incentivaram a Coca a arriscar em uma inovação em seu carro-chefe e, em 2007, fizeram um teste de mercado da Coca Zero no Sul do país. Todos conhecemos o resto desta história de sucesso.
Está aí um belo exemplo. Uma companhia líder de mercado conseguiu criar um conceito inovador e, com disciplina, revolucionou o mercado.
Enquanto isso... a concorrência obviamente se incomodou. A Pepsi está tentando evitar copiar a Coca a todo custo (lançou a "Pepsi 3" e, no EUA, renomeou a Diet pra "Max"... aqui no Brasil continua com a versão "Light"), mas acho que será apenas uma questão de tempo... principalmente depois de ver que até o Guaraná Antarctica lançou a versão Zero (!).
O que há de errado nisso? Nada... escolher entre ter que seguir um concorrente e ser passado pra trás é fácil... vamos copiar!
Mas... já repararam que o conceito de "Zero" explodiu? De repente é possível achar iogurte, sorvete, biscoito, bolo, suco, chocolate, leite de soja, pudim, requeijão, gelatina e até molho de tomate ZERO!!! O que houve??? Cada um usa o zero pra uma coisa (tem zero açúcar, zero adição de açúcar, zero gordura, zero colesterol, zero calorias, etc), mas todo mundo coloca a palavra com destaque na embalagem (em alguns casos o "Zero" é maior que a marca do produto!).
Quem lê meu blog com freqüência sabe o quanto eu critico essas empresas que tomam medidas drásticas apenas "porque todo mundo está fazendo o mesmo". Cuidado, minha gente! O objetivo do Marketing é criar diferenciação, e não generalização. Modas passam. Associações de marca permanecem.

18 de janeiro de 2010

Revistas Veja e Época com a mesma capa

Quanto das vendas de uma revista acontecem por causa da capa? Felizmente ou infelizmente, pouco. Já há algum tempo, a maior parte das vendas das publicações semanais é determinada pelas assinaturas, e não pela venda nas bancas.
Mas não dá pra negar que a matéria de capa é o grande impulsionador de leitura de qualquer revista do mundo. E é por isso que a equipe editorial sempre gasta muito tempo discutindo o assunto e a ilustração que vai estampar a "cara" do seu "produto". Afinal, o que diferencia uma revista de outra é justamente a capacidade da sua equipe de trazer uma informação diferenciada.... seja por uma antecipação (um "furo" de notícia), uma cobertura mais completa ou, ao menos, um ponto de vista diferente sobre um assunto. Isto posto, vamos ao fato:
Alguns dias atrás tivemos um trágico acontecimento histórico no Haiti. Tivemos acesso a centenas de fotos do terremoto e suas conseqüências. Mas, por coincidência, as revistas Veja e Época usaram exatamente a mesma foto pra estampar as suas capas. Seria mais um erro da série "azares de marketing"?


15 de novembro de 2009

Kaiser deixa de ser uma grande cerveja pra ser "estatisticamente igual às outras"

Viram o novo comercial da Kaiser? A cerveja que mais mudou de comando nos últimos anos (só não ganha o "troféu bagunça" sozinha porque ainda tem Schincariol na parada) lançou uma nova campanha falando.... do bendito teste cego de cerveja, que já não deu certo várias vezes.
Mas desta vez fizeram um filme mais bonito, com celebridade e quebrando um tabu: mostraram todas as cervejas do mercado e seus percentuais de preferência. No fim das contas passaram a mensagem de que 20% das pessoas preferem Kaiser, estatisticamente o mesmo nível de Skol, Brahma, Antarctica e Nova Schin (o filme abaixo é a versão de 1 minuto, veiculada no lançamento / a versão de 30'' começa da metade pra frente, sem os depoimentos reais).
Eu entendi errado ou eles demostraram descaradamente que a Kaiser é "estatisticamente igual a todo mundo"?? É assim que eles querem criar um DIFERENCIAL??????
Se a idéia era convencer as pessoas com fatos, eles me convenceram a NÃO PEDIR KAISER, afinal, a chance de a Kaiser NÃO SER a ceveja que eu mais gosto é de 80% (matemática básica). Ops....
Talvez a Kaiser devesse aprender alguma coisa com a Itaipava, que, inacreditavelmente a ultrapassou em várias regiões, e usa o slogan "SEM COMPARAÇÃO".

8 de novembro de 2009

Quem quer comprar um produto NORMAL?

Vamos pra um erro que só as mulheres devem ter percebido.
Outro dia reparei, na gôndola de absorventes femininos, que é preciso ter um Phd pra entender as diferenças entre as versões.
As embalagens comunicam atributos que vão da presença das abas até benefícios relacionados a sensação térmica e odor, passando pelos diferentes "tecidos", formatos, capacidades de absorção, etc.
Apesar de serem produtos muito parecidos, os absorventes oferecem muito mais opções de benefícios do que as fraldas infantis. Isso parece ser um reflexo da complexidade da categoria. Neste contexto competitivo, eu juro que não entendo por que as 3 principais marcas (Sempre Livre, Always e Intimus Gel) se dedicam para oferecer uma versão chamada de "Normal".
Normal = dentro da norma = dentro do padrão = sem diferenças = sem diferencial.

Com tantas opções interessantes e "tentadoras" na gôndola, por que uma mulher optaria por um absorvente "Normal"?? E porque dar esse nome a um produto, sendo que eles não são os mais baratos?? Que desperdício de oportunidade de tentar criar superioridade...
Já pensou se o McDonalds vendesse um hamburger McNormal? E se a Coca renomessase seu carro-chefe pra Coca-Cola Normal? E se o modelo mais vendido da Volkswagen chamasse Gol Normal?
Sei que a marca Always já mudou o nome de Always Normal para Always Proteção Total. Ficou bem melhor. Vamos ver o que acontecerá com as outras.