O pessoal da Nestlé está de parabéns por sua linha de cafeteiras. Primeiro porque as máquinas são um show de design. E segundo porque eles conseguem fazer um admirável controle de preços no mercado... é muito difícil achar preços diferentes, incentivando que todos os canais de distribuição sintam interesse em vender o produto.
Mas... como consumidor, eu, honestamente, não entendi a lógica por trás do portfólio de produtos. Ao procurar por modelos pra comprar, me deparei com 2 grandes opções, que me foram apresentadas desta forma nas lojas:
1) Cafeteiras Nespresso: mais "profissionais", com várias opções de sabores de café. Preço: R$800 e R$2000, dependendo do modelo.
2) Cafeteiras Nescafé Dolce Gusto: mais "despojadas" e práticas, servem pra fazer cafés, chocolate, capuccino e outras bebidas.Preço: R$599.
Todas são lindas... mas.... quer dizer a máquina que faz mais opções de bebidas é bem mais barata?
Que sentido fez esse gerenciamento de portfolio? Seria como se, em uma concessionária GM, o Corsa viesse com ar condicionado, mas o Vectra não.
Talvez a comunicação que tenha chegado até mim não seja a mais correta. Imagino que a Nestlé considere a Nespresso uma máquina muito melhor, com cafés mais gostosos. Mas, como eles esperam que o consumidor perceba isso se apenas a Dolce Gusto teve mídia (veicularam uma versão em português deste filme recentemente)????
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28 de novembro de 2009
8 de novembro de 2009
Quem quer comprar um produto NORMAL?
Vamos pra um erro que só as mulheres devem ter percebido.
Outro dia reparei, na gôndola de absorventes femininos, que é preciso ter um Phd pra entender as diferenças entre as versões. As embalagens comunicam atributos que vão da presença das abas até benefícios relacionados a sensação térmica e odor, passando pelos diferentes "tecidos", formatos, capacidades de absorção, etc.
Apesar de serem produtos muito parecidos, os absorventes oferecem muito mais opções de benefícios do que as fraldas infantis. Isso parece ser um reflexo da complexidade da categoria. Neste contexto competitivo, eu juro que não entendo por que as 3 principais marcas (Sempre Livre, Always e Intimus Gel) se dedicam para oferecer uma versão chamada de "Normal".
Normal = dentro da norma = dentro do padrão = sem diferenças = sem diferencial.
Com tantas opções interessantes e "tentadoras" na gôndola, por que uma mulher optaria por um absorvente "Normal"?? E porque dar esse nome a um produto, sendo que eles não são os mais baratos?? Que desperdício de oportunidade de tentar criar superioridade...
Já pensou se o McDonalds vendesse um hamburger McNormal? E se a Coca renomessase seu carro-chefe pra Coca-Cola Normal? E se o modelo mais vendido da Volkswagen chamasse Gol Normal?
Sei que a marca Always já mudou o nome de Always Normal para Always Proteção Total. Ficou bem melhor. Vamos ver o que acontecerá com as outras.
Já pensou se o McDonalds vendesse um hamburger McNormal? E se a Coca renomessase seu carro-chefe pra Coca-Cola Normal? E se o modelo mais vendido da Volkswagen chamasse Gol Normal?
17 de setembro de 2009
Ih, deu branco...
Qual a quantidade ideal de produtos que devemos lançar com o mesmo nome? Achar o equilíbrio nesta equação é uma arte. A tentação de sair lançando várias versões, ainda que muito parecidas, foi forte para a Unilever desta vez. Ao remodelar toda a sua linha de cremes e géis dentais Close Up, lançou 3 produtos com benefícios muito parecidos.... Ok, estamos de acordo que branqueamento está na moda. Mas daí a lançar uma versão Extra Whitening, uma White Now e outra Whitening Experience - tudo com tom "azul-parecido" - foi demais.
Qual pasta de dente vou comprar?
Ih, deu branco.... (imagine pra lembrar a versão na hora da recompra então...)
Qual pasta de dente vou comprar?
Ih, deu branco.... (imagine pra lembrar a versão na hora da recompra então...)
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