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6 de fevereiro de 2014

Pato amarelou no Corinthians

Corinthians e a Nike usaram o jogador Alexandre Pato pra divulgar o novo 3o uniforme do clube, na cor amarela:
Até aqui já seria meio esquisito, já que a Nike resolveu lançar camisa amarela pra todos os clubes (super original) e o Pato está numa fase horrível.
Mas pra piorar a situação, o clube anunciou no dia seguinte que o jogador está indo pro São Paulo.
Pronto. "Jenial".

17 de maio de 2010

Camisa do Corinthians vale aula de Marketing

O patrocínio é uma das ferramenta de Marketing mais conhecidas. Em teoria, as marcas que decidem dedicar uma grande verba para aparecer em algum "acontecimento" têm dois ganhos: o da EXPOSIÇÃO (que contribui para a lembrança da marca) e o da ASSOCIAÇÃO com o conteúdo que está envolvido no patrocínio (o que ajuda a construir equity).
Alguns patrocínios custam milhões de reais e implicam em decisões estratégicas dento do plano de marketing de grandes empresas. Já escrevi nesse blog sobre a TIM ter contratado o Blue Man Group, por exemplo.
Também já escrevi sobre a recente decisão do Corinthians de aceitar um número bem maior de patrocinadores em sua camisa para arrecadar mais recursos, o que impactaria o nível de retorno que qualquer marca teria sobre o benefício da exposição, mencionada acima.
Mais de um ano se passou e a camisa do timão continua parecendo um uniforme de F1. A Batavo decidiu trocar o Corinthians pelo Flamengo mas o time de Ronaldo conseguiu negociar um contrato maior com a Hypermarcas, uma empresa que se auto-denomina a "Procter & Gamble brasileira" e que anuncia praticamente uma aquisição por semana formando um portoflio de mais de 300 marcas que vão de laxante a adoçante.
Honestamente acho que o caso da camisa do Corinthians vale por uma aula de Marketing. Vamos olhar o caso de cada marca que está estampada ali atualmente:
1) NEO QUÍMICA: uma marca de medicamentos genéricos. Antes de analisar se essa marca deveria estar aí, vamos dar um passo atrás: qual é o modelo de negócio de uma empresa de genéricos? Trata-se de uma empresa farmacêutica que consegue praticar preços aproximadamente 35% mais baixos que os medicamentos de referência porque não têm gastos com pesquisa/desenvolvimento e propaganda, afinal é um "genérico". Mas a competição e a ambição neste mercado aumentou e nasceu esta anomalia: marcas de produtos genéricos que querem se diferenciar. Já que a concorrência investe pesado nos médicos e nos balconistas de farmácias, a Hypermarcas decidiu dar a essa marca o melhor espaço no uniforme. É assim que eles vão querer ganhar da recomendação dos farmacêuticos?
2) BOZZANO: Quando a Hypermarcas comprou esta marca, já tinha em mente o plano de entrar no mercado de lâminas de barbear, dominado pela Gillette. Pra provocar a marca líder, que é curiosamente comercializada pela "Procter & Gamble americana" e tem contrato mundial com o jogador Kaká, eles contrataram o Ronaldo e colocaram a marca nas mangas do Timão. Como resposta, a Gillette fechou um patrocínio bem maior com a seleção brasileira pra Copa do Mundo. E Ronaldo não foi convocado.
3) ASSIM: A marca irmã da Assolan foi "estrategicamente" posicionada na clavícula dos jogadores. Além de ter uma leitura prejudicada, sofre de um problema grave: dispersão (apesar de muitas mulheres gostarem de futebol e muitos homens ajudarem na casa, o fato é que a grande maioria dos expectadores de futebol ainda é formada por homens e a maioria das decisões de compra de sabão em pó é feita pelas mulheres).
4) AVANÇO: O desodorante que foi construído em cima do chavão "Com Avanço, elas avançam" agora está posicionado nas axilas do time do Corinthians. Esta posição garante que a marca apareça quase que somente no momento do gol, o que é até interessante. Mas... será que você gostaria de ter o "cheirinho" de jogador suado? O produto entrega toda essa "proteção"?
5) BANCO PAN AMERICANO: A única marca que não é da Hypermarcas está posicionada na borda da camisa. Por regra, esta parte do uniforme tem que estar colocada, obrigatoriamente, pra dentro do calção. Na prática, sabemos que a exposição vai acontecer. Ok, vou então investir neste banco... afinal, todos os bancos que já estiveram na camisa do timão são confiáveis. Ops... o último banco que patrocinou o Corinthians (Excel Econômico) quebrou.

Por fim, vale lembrar que o Corinthians, no ano do seu centenário, ainda não conquistou nenhum título expressivo, ao contrário das expectativas.
Pois é... boa sorte aos patrocinadores.

11 de janeiro de 2010

Flamengo e Corinthians tomam goleada em Marketing

O Brasil é o país mais vezes campeão no esporte mais popular do mundo, o futebol. Pela quantidade de pessoas que acompanham cada detalhe dos campeonatos e vibram nos jogos como se fossem um verdadeiro "acontecimento" em suas vidas, é fácil perceber que somos um povo fanático por esse esporte.
E essa relação torcedor x clube ultrapassa o limite da razão e estabelece um vículo emocional de dar inveja a qualquer marketeiro que trabalha com produtos ou serviços "convencionais". Já imaginou se uma consumidora de Activia, por exemplo, fosse tão envolvida e apaixonada pela marca como é um corinthiano roxo?
Com esse contexto, os times brasileiros têm a faca e o queijo na mão pra fazer uma belíssimo trabalho de valorização e exploração de marca. Mas... parece que ninguém sabe ou quer fazer isso direito.
A consultoria Crowe Horwath RCS divulga anualmente uma estimativa do valor das "marcas" dos principais clubes do mundo. Ao cruzar essa informação com a quantidade de torcedores que cada um tem, chegamos a um resultado pífio. Em geral, os clubes europeus sabem trabalhar MUITO melhor as suas marcas, mesmo com menos torcedores (veja gráfico abaixo).
O Flamengo, por exemplo, é o time com a maior torcida do mundo (33 milhões de torcedores no Brasil!), mas sua marca não vale nem 1/5 do valor da marca "Manchester United", que tem apenas 4 milhões de torcedores na Inglaterra.
Somos bons de futebol, mas de Marketing....

Fonte das informações:
Valores das marcas: Globoesporte e Máquina do Esporte /  Tamanhos das torcidas: Mundo Estranho

6 de novembro de 2009

Ei, Corinthianos... querem comprar uma camisa do Palmeiras?

Acabo de entrar no Google e fazer uma busca pela expressão "Corinthians". Surpresa: o 1º link patrocinado que aparece é o da "Familia Verde", especializada em artigos esportivos do Palmeiras.
Será que eu perdi alguma nova tendência sobre targeting e de índices de afinidade em mídia???
Pra mim isso é pior do que uma Churrascaria anunciando sua picanha mal passada no intervalo de um Globo Reporter especial sobre os benefícios de ser vegetariano.

19 de outubro de 2009

Que tal colocar sua marca em 5cm da camisa do Corinthians por 6 meses?

Você lembra de todos os patrocinadores que estiveram presentes na camisa do seu time do coração nos últimos anos?
Fiz um exercício informal com colegas e os corinthianos saíram na frente. Bastante gente lembrou de Medial e Batavo (os 2 últimos)... e os mais "experientes" também lembraram de Kalunga, Suvinil e Pepsi. Mas muits marcas foram pouco ou nunca lembradas.  (além das que estão nas fotos abaixo, ainda estiveram nesta camisa: Citizen, Corona, Kolumbus, Siemens, Ford, Vivo, Locaweb, etc. lembrou?).
Pra piorar a situação dos anunciantes, este ano o Corinthians decidiu dividir o uniforme entre vários patrocinadores (ficou parecendo um macacão de piloto), e a Batavo fechou um contrato de R$18 milhões por temporada pra ficar com destaque aí no meio desta salada. Será que vale a pena? Quantas pessoas será que conseguem ler o logo do Baú? E quantas pomadas de barbear a Bozzano vai vender a mais por causa daquele patrocínio temporário na manga?
Tenho muitas dúvidas sobre ese tipo de patrocínio, em especial quando não há consistência nos investimentos (veja o modelo da F1, onde algumas marcas como Marlboro, Benetton, Mercedes, Petrobrás e, agora, a Red Bull, investem com mais continuidade).
A Parmalat fez um golaço em patrocinar o Palmeiras no passado. Mas é raro achar outro caso tão positivo pro anunciante como este.