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8 de julho de 2012

Produto Piada Pronta: Kibon Gaytime

Mais uma pra série... achamos na Austrália um sorvete da Unilever que se chama "Golden Gaytime".
Ele é vendido em países onde a língua inglesa é falada com fluência e não existe nenhum outro significado ou erro de tradução. Isso mesmo, não é piada. Duvidou? Acesso o site do picolé aqui.

16 de setembro de 2011

Sabonete líquido Lux a um passo de virar Polishop

E está no ar a nova propagada do sabonete líquido Lux, estrelado por Paola Oliveira:

E aí, o que acharam?
Bom, minha função é criticar, então vamos lá. Olhe que sequência magnífica foi usada nesse filme:
0:01'- no primeiro segundo, Paola está na "lage" do seu palácio. Cena totalmente dispensável, pois não faz sentido na história e não ajuda a exmplicar nada.
0:02' - de repente, Paola já está em um corredor de luxo, tirando a roupa pelo caminho pra ir ao banho
0:05' - em uma cena super natural, Paola Olivera, pelada, joga seu sabonete líquido preferido para o alto
0:07' - com apenas 2 gotas do sabonete líquido, a esponja vira praticamente um algodão doce de tanta espuma
0:10' - a melhor parte: Paola Olivera toma banho sensualmente com a água caindo sobre o seu corpo, mas.... seu cabelo continua sequinho e intacto! uau!
Depois a Paola faz um charme com o chapéu de um "cavalheiro" e termina com a assinatura mágica:
"Surpreenda-se. Apenas algumas gotas rendem até 50 banhos". Fiquei na dúvida: se você precisa de pelo menos 2 gotas pra cada banho, eu precisaria de mais de 100 gotas pra 50 banhos... "100" gotas pode ser descrito como "algumas" gotas??? Ou será que eu devo reutilizar a esponja com sabonete?
Não, encontrei a explicação no site... eles consideram que você deve usar 5 ml em cada banho pra que sua embalagem de 250ml renda tantas chuveiradas. Então, na verdade, "algumas gotas" equivale ao pote inteiro do sabonete.
Ok, ok... Lux quer criar uma marca aspiracional, mostrando um mundo ilusório de luxo e sensualidade. Mas cuidado com os exageros aí, rapaziada.... daqui a pouco vira Polishop!

4 de fevereiro de 2011

Knorr ajuda Maggi no merchan do BBB

Cerca de 50 pessoas me escreveram nas últimas horas pra avisar: "mais uma gafe no BBB". Já está virando rotina. Desta vez a história foi a seguinte:
A Knorr, uma das 5 patrocinadoras do BBB, fez uma prova entre os participantes do reality show... pra divulgar seu novo tempero, obrigou os brothers a se fantasiarem de frango e participarem de uma competição onde eles deveriam tomar um banho de tempero, colocar um saco na cabeça e ficar no forno até não aguentar mais (tentativa da produção da Globo de explicar o uso do produto). Meio bizarro, não? Uma verdadeira multidão criticou a prova no twitter. Vejam a prova abaixo ou neste link:

Mas não posso falar nada sobre isso, afinal o programa é assim....
Mas pra azedar o caldo (literalmente), aconteceu uma super gafe: minutos depois do início da prova, os participantes do BBB cantaram a música da Galinha Azul, mascote da Maggi!!!! O vídeo ainda não está diponível... mas o assunto virou TT no twitter. Mega master fail. Knorr, a concorrência agradece!

17 de dezembro de 2009

A diferença de uma boa execução na campanha de OMO

A campanha de Omo que esteve no ar alguns anos - entitulada "se sujar faz bem" - é sensacional. Consegue trazer um benefício funcional (remoção de manchas) e emocional ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.
Mas reparei que, na verdade, todo mundo que gosta dessa campanha só lembra das boas execuções de comunicação.
Pesquisando mais a fundo achei uma série de comerciais dentro desta campanha que são menos impactantes. Vejam abaixo dois exemplos claros de execução da mesma idéia.
A primeira é mais "basiquinha", educacional, funcional. A segunda é mais inpiracional, emotiva, profunda. Óbvio que nesta categoria não dá pra ficar o tempo todo apenas com filmes emocionais no ar. Não é isso que quero dizer.
Mas essa comparação é uma prova clara pra mim de como um bom briefing, um bom criativo e uma boa produção por trás de uma boa idéia podem deixá-la ainda mais forte e relevante. Execução é tão importante quanto um bom planejamento, pois é a execução que o consumidor vê!

10 de dezembro de 2009

Era uma vez uma margarina chamada Doriana

Na década de 70 a Unilever conseguiu mudar o hábito dos consumidores, passando do consumo diário de manteiga animal pra margarina. E assim nasceu a Doriana que nós conhecemos, uma das maiores marcas de alimentos do país. Trinta anos depois (em 2007), a marca foi comprada pela Perdigão - o que parecia ser um excelente negócio, uma vez que a empresa já trabalhava no mercado de refrigerados e tinha um portfolio mais focado que a Unilever.
O que aconteceu? Um verdadeiro exemplo de aquisição que prejudicou uma marca. Em menos de 1 ano a Doriana perdeu a preferência do consumidor e do trade para a Qualy, da Sadia.
Uma pena. Deixaria aqui uma mensagem de incentivo aos responsáveis pela marca se não fosse o fato de que, recentemente, a Perdigão se fundiu com (ou comprou) a Sadia. Grandes chances da marca que criou um "café da manhã feliz em família" acabar virando uma marca de combate.
Era uma vez uma margarina chamada Doriana....

9 de novembro de 2009

A propaganda é da Unilever, mas a Ralph Lauren saiu no lucro!

Quanto será que a Polo Ralph Lauren pagou (ou deveria ter pago) pra estar na propaganda de lançamento da promoção da Unilever? rsrs... Esse é praticamente um caso de co-branding!!! O logo do cavalinho tá umas 10 vezes maior que o logo da Nike na camisa da seleção e aparece o filme todo!
São detalhes na execução de um comercial que acabam desviando a atenção. Por isso o pessoal da Ipsos, que testa centenas de propagandas, prega tanto a importância da edição dos filmes.
Outra pergunta que não quer calar: será que a Globo cobrou duplicidade (pra quem não sabe, eles cobram uma taxa extra caso 2 produtos apareçam na mesma propaganda)? :-)

23 de setembro de 2009

A Kibon perdeu um primo

Era uma vez uma empresa (Unilever) que deciciu investir globalmente no mercado de sorvetes. Pra "chegar chegando", saiu comprando grandes marcas locais, como a nossa querida Kibon. Mas o que fazer com mais de 15 marcas diferentes de sorvete no mundo? Decidiram preservar os nomes e unificar os logotipos, para o formato do coração abaixo. Confesso que achei a idéia GENIAL... conheço poucos casos tão interessantes como esse... e, como consumidor, fiquei surpreso ao ver o mesmo logo de Kibon no sorvete Tio Rico, na Venezuela... imaginei de imediato que teriam a mesma qualidade (vantagens de marcas globais...). Tudo corria bem até que.... a marca Good Humor, comercializada nos EUA (país mais consumista de tudo no mundo), começasse a engasgar. Dizem as más línguas que, por causa dos maus resultados nas vendas, a Unilever tomou a corajosa e arriscada decisão de tirar a Good Humor da família do coração e voltar pra um logo de caminhão (??!), apelando pra um conceito de "back to our old memories" (veja o site deles). Abriram mão da globalização pra salvar uma marca. Vamos acompanhar o final desta história. A Kibon perdeu parte da família (mas ainda bem continua com o "Tio Rico" pelo menos... rsrs).

17 de setembro de 2009

Ih, deu branco...

Qual a quantidade ideal de produtos que devemos lançar com o mesmo nome? Achar o equilíbrio nesta equação é uma arte. A tentação de sair lançando várias versões, ainda que muito parecidas, foi forte para a Unilever desta vez. Ao remodelar toda a sua linha de cremes e géis dentais Close Up, lançou 3 produtos com benefícios muito parecidos.... Ok, estamos de acordo que branqueamento está na moda. Mas daí a lançar uma versão Extra Whitening, uma White Now e outra Whitening Experience - tudo com tom "azul-parecido" - foi demais.
Qual pasta de dente vou comprar?
Ih, deu branco.... (imagine pra lembrar a versão na hora da recompra então...)