O Brasil é o país mais vezes campeão no esporte mais popular do mundo, o futebol. Pela quantidade de pessoas que acompanham cada detalhe dos campeonatos e vibram nos jogos como se fossem um verdadeiro "acontecimento" em suas vidas, é fácil perceber que somos um povo fanático por esse esporte.
E essa relação torcedor x clube ultrapassa o limite da razão e estabelece um vículo emocional de dar inveja a qualquer marketeiro que trabalha com produtos ou serviços "convencionais". Já imaginou se uma consumidora de Activia, por exemplo, fosse tão envolvida e apaixonada pela marca como é um corinthiano roxo?
Com esse contexto, os times brasileiros têm a faca e o queijo na mão pra fazer uma belíssimo trabalho de valorização e exploração de marca. Mas... parece que ninguém sabe ou quer fazer isso direito.
A consultoria Crowe Horwath RCS divulga anualmente uma estimativa do valor das "marcas" dos principais clubes do mundo. Ao cruzar essa informação com a quantidade de torcedores que cada um tem, chegamos a um resultado pífio. Em geral, os clubes europeus sabem trabalhar MUITO melhor as suas marcas, mesmo com menos torcedores (veja gráfico abaixo).
O Flamengo, por exemplo, é o time com a maior torcida do mundo (33 milhões de torcedores no Brasil!), mas sua marca não vale nem 1/5 do valor da marca "Manchester United", que tem apenas 4 milhões de torcedores na Inglaterra.
Somos bons de futebol, mas de Marketing....
Fonte das informações:
Valores das marcas: Globoesporte e Máquina do Esporte / Tamanhos das torcidas: Mundo Estranho
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11 de janeiro de 2010
18 de dezembro de 2009
Motorola, Kodak e Palm vão desaparecer em 2010
Todos os anos muitas marcas desaparecem do mercado e nem percebemos. Alguém se lembra da Gurgel, Olivetti, Arapuã ou Mappin? São marcas que passarm por situações financeiras complicadas e acabaram sumindo ou ficando muito menores.
O site 24/7 Wall Street publicou uma lista de marcas que estão com os dias contados. Segundo o texto, Motorola, Blockbuster, Sun Microsystem, Palm, Kodak e Newsweek são fortes candidatas a desaparecerem do mercado em 2010 porque estão em situações críticas de negócios. É uma pena ver marcas que já foram tão fortes (a Motorola, por exemplo, chegou a ser a 2a maior marca de celulares do mundo e a Kodak sempre foi sinônimo de fotografia) sofrendo as consequências de decisões incorretas e/ou mudanças de mercado. Fica aqui a nossa esperança de que elas consigam virar o jogo.
10 de dezembro de 2009
Era uma vez uma margarina chamada Doriana
Na década de 70 a Unilever conseguiu mudar o hábito dos consumidores, passando do consumo diário de manteiga animal pra margarina. E assim nasceu a Doriana que nós conhecemos, uma das maiores marcas de alimentos do país. Trinta anos depois (em 2007), a marca foi comprada pela Perdigão - o que parecia ser um excelente negócio, uma vez que a empresa já trabalhava no mercado de refrigerados e tinha um portfolio mais focado que a Unilever.
O que aconteceu? Um verdadeiro exemplo de aquisição que prejudicou uma marca. Em menos de 1 ano a Doriana perdeu a preferência do consumidor e do trade para a Qualy, da Sadia.
Uma pena. Deixaria aqui uma mensagem de incentivo aos responsáveis pela marca se não fosse o fato de que, recentemente, a Perdigão se fundiu com (ou comprou) a Sadia. Grandes chances da marca que criou um "café da manhã feliz em família" acabar virando uma marca de combate.
Era uma vez uma margarina chamada Doriana....28 de outubro de 2009
Produto Piada Pronta: Bimbo Rap10
Toda empresa global quer alinhar suas marcas. E o grupo Bimbo, que comprou a Pullman alguns anos atrás, está louquinho pra mudar a marca mais famosa de pão de forma do Brasil pro seu nome corporativo - eles talvez só esqueceram de consultar no dicionário o que significa a palavra "bimbar".
Mudar a marca seria um erro duplo... perder toda a herança da Pullman e ainda gerar uma conotação subliminar. Mas esse não deve ser um medo da empresa, que já começou a tentar a mudança. Vejam como ficou a nova embalagem do Rap10 com a inversão das prioridades nas marcas.
Cá entre nós... um produto chamado "Bimbo Rap10" não deveria ser censurado??!! rsrsrs Esses marketeiros fizeram, literalmente, uma sacanagem. Tá parecendo a história do Fuck Fiat.
Mudar a marca seria um erro duplo... perder toda a herança da Pullman e ainda gerar uma conotação subliminar. Mas esse não deve ser um medo da empresa, que já começou a tentar a mudança. Vejam como ficou a nova embalagem do Rap10 com a inversão das prioridades nas marcas.
Cá entre nós... um produto chamado "Bimbo Rap10" não deveria ser censurado??!! rsrsrs Esses marketeiros fizeram, literalmente, uma sacanagem. Tá parecendo a história do Fuck Fiat.
23 de setembro de 2009
A Kibon perdeu um primo
Era uma vez uma empresa (Unilever) que deciciu investir globalmente no mercado de sorvetes. Pra "chegar chegando", saiu comprando grandes marcas locais, como a nossa querida Kibon. Mas o que fazer com mais de 15 marcas diferentes de sorvete no mundo? Decidiram preservar os nomes e unificar os logotipos, para o formato do coração abaixo. Confesso que achei a idéia GENIAL... conheço poucos casos tão interessantes como esse... e, como consumidor, fiquei surpreso ao ver o mesmo logo de Kibon no sorvete Tio Rico, na Venezuela... imaginei de imediato que teriam a mesma qualidade (vantagens de marcas globais...). Tudo corria bem até que.... a marca Good Humor, comercializada nos EUA (país mais consumista de tudo no mundo), começasse a engasgar. Dizem as más línguas que, por causa dos maus resultados nas vendas, a Unilever tomou a corajosa e arriscada decisão de tirar a Good Humor da família do coração e voltar pra um logo de caminhão (??!), apelando pra um conceito de "back to our old memories" (veja o site deles). Abriram mão da globalização pra salvar uma marca. Vamos acompanhar o final desta história. A Kibon perdeu parte da família (mas ainda bem continua com o "Tio Rico" pelo menos... rsrs).
17 de setembro de 2009
Quantas calorias tem ZERO CAL?
Responda rápido... quantas calorias tem uma caixa de ZERO CAL?
Mais de mil (!!)
Se por um lado já postei sobre empresas que erram ao colocar no nome do produto uma marca que não transmite nada, Zero Cal é o extremo oposto: comunica um "exagero" do principal benefício que um adoçante pode entregar...
Não vou dizer que isso é um erro, pois traz mais benefícios do que prejuízos ao fabricante. Mas expõe a empresa a riscos jurídicos e ainda pode causar uma corrente de boca-a-boca negativo caso os consumidores se sintam lesados (o que acho muito difícil acontecer neste caso pois cada sachê tem apenas 3 calorias... e isso, convenhamos, é quase zero).
Mais de mil (!!)
Se por um lado já postei sobre empresas que erram ao colocar no nome do produto uma marca que não transmite nada, Zero Cal é o extremo oposto: comunica um "exagero" do principal benefício que um adoçante pode entregar...
Não vou dizer que isso é um erro, pois traz mais benefícios do que prejuízos ao fabricante. Mas expõe a empresa a riscos jurídicos e ainda pode causar uma corrente de boca-a-boca negativo caso os consumidores se sintam lesados (o que acho muito difícil acontecer neste caso pois cada sachê tem apenas 3 calorias... e isso, convenhamos, é quase zero).

2 de setembro de 2009
Crise de identidade
Mais uma escorregada clássica... deixar de ser o que você sempre foi.
O que você acharia se a Claudia Leitte começasse a cantar música clássica? E se a Mont Blanc lançasse uma caneta de R$1? E se a Pizza Hut deixasse de ser uma pizzaria?
Sei que é preciso se reinventar pra vencer no mercado... mas deixar de aproveitar tudo o que foi construído na mente do consumidor por décadas é um risco enorme. Vamos ver o que vai dar essa mudança.
Veja aqui a opinião do polemico Al Ries sobre o assunto.
O que você acharia se a Claudia Leitte começasse a cantar música clássica? E se a Mont Blanc lançasse uma caneta de R$1? E se a Pizza Hut deixasse de ser uma pizzaria?
Sei que é preciso se reinventar pra vencer no mercado... mas deixar de aproveitar tudo o que foi construído na mente do consumidor por décadas é um risco enorme. Vamos ver o que vai dar essa mudança.
Veja aqui a opinião do polemico Al Ries sobre o assunto.
1 de setembro de 2009
E a primeira homenagem vai para... Kia
Recentemente a Kia lançou alguns carros bem bonitos no Brasil. Queimou a língua de quem diz que carro oriental não tem design. Mas uma coisa ainda ficou bem pior do que poderia... parece que a criação de bons nomes para produtos não é o forte da Kia.
Bongo, Opirus, Cerato, Magentis, Soul e... Picanto (e ainda vale lembrar da antiga perua Besta). Mas afinal o que esses benditos nomes estão querendo comunicar? Perderam a chance de usar o NOME do produto pra comunicar o seu DIFERENCIAL.. certamente terão que gastar mais em comunicação pra conseguir criar associações já que o nome não faz isso por ele. Mas não vou crucificar a Kia... esse erro é mais do que comum.
Em tempo... é engraçado ver que a indústria automobilística gosta de "camuflar" os motoristas nas imagens. Cadê a pessoa que tava dirigindo o Bongo na foto acima? Tá atrás do reflexo do Photoshop... Não sei se isso é pra economizar no direito autoral da foto do "modelo" ou se é pra deixar o foco apenas no carro... mas que às vezes fica parecendo um carro dirigido por um fantasma, isso fica... ainda bem que o jurídico mandou escrever o texto legal no anúncio: Foto ilustrativa (se a foto não for pra ilustrar vai ser pra quê? um dia voltamos a falar sobre o jurídico e suas manias... rsrs)
Bongo, Opirus, Cerato, Magentis, Soul e... Picanto (e ainda vale lembrar da antiga perua Besta). Mas afinal o que esses benditos nomes estão querendo comunicar? Perderam a chance de usar o NOME do produto pra comunicar o seu DIFERENCIAL.. certamente terão que gastar mais em comunicação pra conseguir criar associações já que o nome não faz isso por ele. Mas não vou crucificar a Kia... esse erro é mais do que comum.
Em tempo... é engraçado ver que a indústria automobilística gosta de "camuflar" os motoristas nas imagens. Cadê a pessoa que tava dirigindo o Bongo na foto acima? Tá atrás do reflexo do Photoshop... Não sei se isso é pra economizar no direito autoral da foto do "modelo" ou se é pra deixar o foco apenas no carro... mas que às vezes fica parecendo um carro dirigido por um fantasma, isso fica... ainda bem que o jurídico mandou escrever o texto legal no anúncio: Foto ilustrativa (se a foto não for pra ilustrar vai ser pra quê? um dia voltamos a falar sobre o jurídico e suas manias... rsrs)
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