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11 de abril de 2011

Nextel atrapalha Neymar e Santos

A Nextel, que há algum tempo criou um conceito super bacana de exclusividade com o mote "Bem-vindo ao clube", contratou Neymar pra ser seu mais novo garoto-propaganda.
Pra explorar a parceria ainda mais, a marca distribuiu 10 mil máscaras do jogador para a torcida santista na última quarta-feira, quanto o time do Santos enfrentou o Colo Colo pela Taça Libertadores da América. Deu sorte, pois o clube fez uma excelente partida... o clube vencia por 2x0 quando o craque fez uma jogada genial e garantiu o terceiro gol do clube alvinegro. E pra comemorar o gol, Neymar pegou uma máscara com um torcedor e vestiu! Sucesso, hein?














Mas... pra azar da Nextel e, mais ainda, do Santos, o jogador foi expulso e não poderá jogar a próxima partida no campeonato, prejudicando a equipe. Uf! Tá aí o vídeo pra quem ainda não viu:


23 de janeiro de 2011

Amy Winehouse bebe Skol patrocinada pela Antarctica

A turnê da cantora Amy Winehouse no Brasil foi patrocinada pela cerveja Antarctica Sub Zero, que até fez uma promoção bem criativa oferecendo um seguro caso a cantora não aparecesse no palco (veja também no twitter da Sub Zero).
Pro alívio da marca, Amy apareceu e fez o show. Mas... virou uma garrafa de SKOL no palco (!).
Menos mal que ambas as cervejas são da Ambev, mas é no mínimo estranho ver um artista patrocinado por uma marca usar uma "concorrente". Riscos que se corre ao patrocinar uma pessoa polêmica e imprevisível...

17 de maio de 2010

Camisa do Corinthians vale aula de Marketing

O patrocínio é uma das ferramenta de Marketing mais conhecidas. Em teoria, as marcas que decidem dedicar uma grande verba para aparecer em algum "acontecimento" têm dois ganhos: o da EXPOSIÇÃO (que contribui para a lembrança da marca) e o da ASSOCIAÇÃO com o conteúdo que está envolvido no patrocínio (o que ajuda a construir equity).
Alguns patrocínios custam milhões de reais e implicam em decisões estratégicas dento do plano de marketing de grandes empresas. Já escrevi nesse blog sobre a TIM ter contratado o Blue Man Group, por exemplo.
Também já escrevi sobre a recente decisão do Corinthians de aceitar um número bem maior de patrocinadores em sua camisa para arrecadar mais recursos, o que impactaria o nível de retorno que qualquer marca teria sobre o benefício da exposição, mencionada acima.
Mais de um ano se passou e a camisa do timão continua parecendo um uniforme de F1. A Batavo decidiu trocar o Corinthians pelo Flamengo mas o time de Ronaldo conseguiu negociar um contrato maior com a Hypermarcas, uma empresa que se auto-denomina a "Procter & Gamble brasileira" e que anuncia praticamente uma aquisição por semana formando um portoflio de mais de 300 marcas que vão de laxante a adoçante.
Honestamente acho que o caso da camisa do Corinthians vale por uma aula de Marketing. Vamos olhar o caso de cada marca que está estampada ali atualmente:
1) NEO QUÍMICA: uma marca de medicamentos genéricos. Antes de analisar se essa marca deveria estar aí, vamos dar um passo atrás: qual é o modelo de negócio de uma empresa de genéricos? Trata-se de uma empresa farmacêutica que consegue praticar preços aproximadamente 35% mais baixos que os medicamentos de referência porque não têm gastos com pesquisa/desenvolvimento e propaganda, afinal é um "genérico". Mas a competição e a ambição neste mercado aumentou e nasceu esta anomalia: marcas de produtos genéricos que querem se diferenciar. Já que a concorrência investe pesado nos médicos e nos balconistas de farmácias, a Hypermarcas decidiu dar a essa marca o melhor espaço no uniforme. É assim que eles vão querer ganhar da recomendação dos farmacêuticos?
2) BOZZANO: Quando a Hypermarcas comprou esta marca, já tinha em mente o plano de entrar no mercado de lâminas de barbear, dominado pela Gillette. Pra provocar a marca líder, que é curiosamente comercializada pela "Procter & Gamble americana" e tem contrato mundial com o jogador Kaká, eles contrataram o Ronaldo e colocaram a marca nas mangas do Timão. Como resposta, a Gillette fechou um patrocínio bem maior com a seleção brasileira pra Copa do Mundo. E Ronaldo não foi convocado.
3) ASSIM: A marca irmã da Assolan foi "estrategicamente" posicionada na clavícula dos jogadores. Além de ter uma leitura prejudicada, sofre de um problema grave: dispersão (apesar de muitas mulheres gostarem de futebol e muitos homens ajudarem na casa, o fato é que a grande maioria dos expectadores de futebol ainda é formada por homens e a maioria das decisões de compra de sabão em pó é feita pelas mulheres).
4) AVANÇO: O desodorante que foi construído em cima do chavão "Com Avanço, elas avançam" agora está posicionado nas axilas do time do Corinthians. Esta posição garante que a marca apareça quase que somente no momento do gol, o que é até interessante. Mas... será que você gostaria de ter o "cheirinho" de jogador suado? O produto entrega toda essa "proteção"?
5) BANCO PAN AMERICANO: A única marca que não é da Hypermarcas está posicionada na borda da camisa. Por regra, esta parte do uniforme tem que estar colocada, obrigatoriamente, pra dentro do calção. Na prática, sabemos que a exposição vai acontecer. Ok, vou então investir neste banco... afinal, todos os bancos que já estiveram na camisa do timão são confiáveis. Ops... o último banco que patrocinou o Corinthians (Excel Econômico) quebrou.

Por fim, vale lembrar que o Corinthians, no ano do seu centenário, ainda não conquistou nenhum título expressivo, ao contrário das expectativas.
Pois é... boa sorte aos patrocinadores.

23 de março de 2010

Esqueceram do patrocinador no BBB

As provas patrocinadas no BBB estão um verdadeiro fiasco. A moto Honda não ligava por nada, o detergente Minuano ardia nos olhos dos participantes e o pára brisa do Fiat Linea quase não aguentou a "chuva"...
Mas domingo passado (dia 21/Março) um merchandising mereceu uma singela homenagem do nosso blog: a marca de tênis que patrocinou a prova do líder neste domingo simplesmente nem foi mencionada.
Que beleza... e pensar que alguns desses patrocínios custam 7 dígitos (!!).

8 de dezembro de 2009

Petrobrás rompe com Flamengo antes de vitória histórica

Petrobrás patrocinou o Flamengo por 25 anos (!), um exemplo de continuidade e construção de marca de longo prazo. Mas... 8 meses antes do clube com a maior torcida do país sair de um jejum de 17 anos e vencer o campeonato de pontos corrido mais emocionante da história, eles romperam o contrato.
Esse momento histórico do Flamengo foi acompanhado de uma explosão de interesse pela sua marca e o jogo final rendeu 50 pontos de audiência no RJ (!!!), mas quem tirou proveito disso foi a Ale, concorrente direta da Petrobrás. Que azar, hein???




22 de outubro de 2009

Blue Man Group vendendo TIM

Sou contra a falta de consistência de quem patrocina um evento ou show apenas uma vez na vida. Mas o que dizer de quem contrata um grupo pra ser seus "embaixadores de marca"?
Isso pode ser muito útil quando o produto e garoto-propaganda têm alta relação. Caso contrário, serve pra aumentar a lembrança da marca, mas pode não construir diferenciação de benefício. Na minha visão este pode ser exatamente o caso da TIM. Você mudaria de operadora apenas porque um grupo de malucos azuis (e "mudos"!) está anunciando uma outra marca?
Ok, de alguma forma está transmitindo originalidade, inovação, alcance internacional... mas acho que até o Super 15 criava associações melhores e mais diretas para a Telefonica do que o Blue Man Group está fazendo pra TIM.
Espero que a negociação do contrato tenha sido, ao menos, atrativa.


19 de outubro de 2009

Que tal colocar sua marca em 5cm da camisa do Corinthians por 6 meses?

Você lembra de todos os patrocinadores que estiveram presentes na camisa do seu time do coração nos últimos anos?
Fiz um exercício informal com colegas e os corinthianos saíram na frente. Bastante gente lembrou de Medial e Batavo (os 2 últimos)... e os mais "experientes" também lembraram de Kalunga, Suvinil e Pepsi. Mas muits marcas foram pouco ou nunca lembradas.  (além das que estão nas fotos abaixo, ainda estiveram nesta camisa: Citizen, Corona, Kolumbus, Siemens, Ford, Vivo, Locaweb, etc. lembrou?).
Pra piorar a situação dos anunciantes, este ano o Corinthians decidiu dividir o uniforme entre vários patrocinadores (ficou parecendo um macacão de piloto), e a Batavo fechou um contrato de R$18 milhões por temporada pra ficar com destaque aí no meio desta salada. Será que vale a pena? Quantas pessoas será que conseguem ler o logo do Baú? E quantas pomadas de barbear a Bozzano vai vender a mais por causa daquele patrocínio temporário na manga?
Tenho muitas dúvidas sobre ese tipo de patrocínio, em especial quando não há consistência nos investimentos (veja o modelo da F1, onde algumas marcas como Marlboro, Benetton, Mercedes, Petrobrás e, agora, a Red Bull, investem com mais continuidade).
A Parmalat fez um golaço em patrocinar o Palmeiras no passado. Mas é raro achar outro caso tão positivo pro anunciante como este.