A Peugeot lançou uma campanha pra divulgar uma nova pickup. Essa é uma difícil missão pra agência, já que o segmento "cross"/aventureiro já foi tão divulgado ultimamente que até cansou. Mesmo assim, eles conseguiram criar uma peça publicitária cinematográfica. Parabéns ao pessoal da produção!!
Em compensação... alguém pode me explicar que fim foi esse que colocaram no roteiro? "O meu risoto você tem que experimentar"??!! Eles quiseram dizer que quem não aproveita a vida fica em casa cozinhando (quer dizer que os chefs não têm vida)? Ou o quê?? Isso era pra ser o auge do filme??
26 de maio de 2010
24 de maio de 2010
Renault exagera na propaganda do Logan
Muita gente escreveu pro Twitter do Erros de Marketing sobre esse caso.
A Renault coloca uma família mais gordinha pra mostrar o carro mais apertado, mas coloca uma família mais magrinha pra mostrar como seu carro é espaçoso. Aí forçou, né??? Porque não colocou a mesma família???
A Renault coloca uma família mais gordinha pra mostrar o carro mais apertado, mas coloca uma família mais magrinha pra mostrar como seu carro é espaçoso. Aí forçou, né??? Porque não colocou a mesma família???
20 de maio de 2010
Bing não faz cócegas no Google
Tinha quem achasse que o Google seria ameaçado pelo Bing, da Microsoft.
Eles lançaram fazendo um belo barulho, colocaram como busca automática em seus sitemas, etc.
O fato é que até agora o Bing não passou de 3,6% das buscas mundiais... está atrás até da busca do Yahoo, enquanto o Google continua dominando este "mercado":
19 de maio de 2010
Miojo mostra mulheres pilotando fogão
Em pleno Dia das Mães de 2010 a Nissin Miojo teve a ousadia de colocar no ar uma propaganda mostrando... mulheres pilotando um fogão. Recebi muitas críticas de mulehres que se sentiram ofendidas pelo twitter do Erros de Marketing.
É mole??!!
É mole??!!
17 de maio de 2010
Camisa do Corinthians vale aula de Marketing
O patrocínio é uma das ferramenta de Marketing mais conhecidas. Em teoria, as marcas que decidem dedicar uma grande verba para aparecer em algum "acontecimento" têm dois ganhos: o da EXPOSIÇÃO (que contribui para a lembrança da marca) e o da ASSOCIAÇÃO com o conteúdo que está envolvido no patrocínio (o que ajuda a construir equity).
Alguns patrocínios custam milhões de reais e implicam em decisões estratégicas dento do plano de marketing de grandes empresas. Já escrevi nesse blog sobre a TIM ter contratado o Blue Man Group, por exemplo.
Também já escrevi sobre a recente decisão do Corinthians de aceitar um número bem maior de patrocinadores em sua camisa para arrecadar mais recursos, o que impactaria o nível de retorno que qualquer marca teria sobre o benefício da exposição, mencionada acima.
Mais de um ano se passou e a camisa do timão continua parecendo um uniforme de F1. A Batavo decidiu trocar o Corinthians pelo Flamengo mas o time de Ronaldo conseguiu negociar um contrato maior com a Hypermarcas, uma empresa que se auto-denomina a "Procter & Gamble brasileira" e que anuncia praticamente uma aquisição por semana formando um portoflio de mais de 300 marcas que vão de laxante a adoçante.
Honestamente acho que o caso da camisa do Corinthians vale por uma aula de Marketing. Vamos olhar o caso de cada marca que está estampada ali atualmente:
Por fim, vale lembrar que o Corinthians, no ano do seu centenário, ainda não conquistou nenhum título expressivo, ao contrário das expectativas.
Pois é... boa sorte aos patrocinadores.
Alguns patrocínios custam milhões de reais e implicam em decisões estratégicas dento do plano de marketing de grandes empresas. Já escrevi nesse blog sobre a TIM ter contratado o Blue Man Group, por exemplo.
Também já escrevi sobre a recente decisão do Corinthians de aceitar um número bem maior de patrocinadores em sua camisa para arrecadar mais recursos, o que impactaria o nível de retorno que qualquer marca teria sobre o benefício da exposição, mencionada acima.
Mais de um ano se passou e a camisa do timão continua parecendo um uniforme de F1. A Batavo decidiu trocar o Corinthians pelo Flamengo mas o time de Ronaldo conseguiu negociar um contrato maior com a Hypermarcas, uma empresa que se auto-denomina a "Procter & Gamble brasileira" e que anuncia praticamente uma aquisição por semana formando um portoflio de mais de 300 marcas que vão de laxante a adoçante.
Honestamente acho que o caso da camisa do Corinthians vale por uma aula de Marketing. Vamos olhar o caso de cada marca que está estampada ali atualmente:
1) NEO QUÍMICA: uma marca de medicamentos genéricos. Antes de analisar se essa marca deveria estar aí, vamos dar um passo atrás: qual é o modelo de negócio de uma empresa de genéricos? Trata-se de uma empresa farmacêutica que consegue praticar preços aproximadamente 35% mais baixos que os medicamentos de referência porque não têm gastos com pesquisa/desenvolvimento e propaganda, afinal é um "genérico". Mas a competição e a ambição neste mercado aumentou e nasceu esta anomalia: marcas de produtos genéricos que querem se diferenciar. Já que a concorrência investe pesado nos médicos e nos balconistas de farmácias, a Hypermarcas decidiu dar a essa marca o melhor espaço no uniforme. É assim que eles vão querer ganhar da recomendação dos farmacêuticos?
2) BOZZANO: Quando a Hypermarcas comprou esta marca, já tinha em mente o plano de entrar no mercado de lâminas de barbear, dominado pela Gillette. Pra provocar a marca líder, que é curiosamente comercializada pela "Procter & Gamble americana" e tem contrato mundial com o jogador Kaká, eles contrataram o Ronaldo e colocaram a marca nas mangas do Timão. Como resposta, a Gillette fechou um patrocínio bem maior com a seleção brasileira pra Copa do Mundo. E Ronaldo não foi convocado.
3) ASSIM: A marca irmã da Assolan foi "estrategicamente" posicionada na clavícula dos jogadores. Além de ter uma leitura prejudicada, sofre de um problema grave: dispersão (apesar de muitas mulheres gostarem de futebol e muitos homens ajudarem na casa, o fato é que a grande maioria dos expectadores de futebol ainda é formada por homens e a maioria das decisões de compra de sabão em pó é feita pelas mulheres).
4) AVANÇO: O desodorante que foi construído em cima do chavão "Com Avanço, elas avançam" agora está posicionado nas axilas do time do Corinthians. Esta posição garante que a marca apareça quase que somente no momento do gol, o que é até interessante. Mas... será que você gostaria de ter o "cheirinho" de jogador suado? O produto entrega toda essa "proteção"?
5) BANCO PAN AMERICANO: A única marca que não é da Hypermarcas está posicionada na borda da camisa. Por regra, esta parte do uniforme tem que estar colocada, obrigatoriamente, pra dentro do calção. Na prática, sabemos que a exposição vai acontecer. Ok, vou então investir neste banco... afinal, todos os bancos que já estiveram na camisa do timão são confiáveis. Ops... o último banco que patrocinou o Corinthians (Excel Econômico) quebrou.
Pois é... boa sorte aos patrocinadores.
27 de abril de 2010
22 de abril de 2010
Fandangos Eco não é ecológico
Seguindo a onda do "ecologicamente correto", a Elma-Chips lançou no final de 2009 o salgadinho Fandangos Eco - um produto integral, assado e com alto teor de fibras. Pra agradar as crianças, ele vem com formato de bichinhos selvagens e com um card que traz fotos e curiosidades do mundo animal de brinde. Legal, não é mamães?
Mas... segundo a revista Galileu, o Fandangos Eco NÃO É ecológico ou sustentável. Isso porque a Elma-Chips não recicla a embalagem, nem neutraliza o carbono emitido pela sua produção. Pra piorar a situação, foi constatado que o card que vem na embalagem causa ainda mais poluição versus um produto sem o brinde. Ou seja, o Fandangos Eco polui mais que um produto normal (!).
A empresa não pode ser acusada de propaganda enganosa porque não promete que o produto seja ecológico. Mas... o que será que ela quis causar quando batizou esse produto de Fandangos Eco? Hein? Hein? Adivinhe!
Mas... segundo a revista Galileu, o Fandangos Eco NÃO É ecológico ou sustentável. Isso porque a Elma-Chips não recicla a embalagem, nem neutraliza o carbono emitido pela sua produção. Pra piorar a situação, foi constatado que o card que vem na embalagem causa ainda mais poluição versus um produto sem o brinde. Ou seja, o Fandangos Eco polui mais que um produto normal (!).
A empresa não pode ser acusada de propaganda enganosa porque não promete que o produto seja ecológico. Mas... o que será que ela quis causar quando batizou esse produto de Fandangos Eco? Hein? Hein? Adivinhe!
20 de abril de 2010
Audi usa suicídio como tema de propaganda
Vocês acham legal usar o suicídio como tema de propaganda?
Vejam esta propaganda da Audi, onde o dono do carro tenta usar o carro pra se matar... ficou impactante, mas exageradamente pesado. Por mais que o benefício do produto seja transmitido, isso é feito através de muitas emoções negativas. Ou você quer comprar um carro cujo dono está tentando se matar atualmente?
Vejam esta propaganda da Audi, onde o dono do carro tenta usar o carro pra se matar... ficou impactante, mas exageradamente pesado. Por mais que o benefício do produto seja transmitido, isso é feito através de muitas emoções negativas. Ou você quer comprar um carro cujo dono está tentando se matar atualmente?
19 de abril de 2010
Produtos Bizarros
Outro dia postei aqui uma série de produtos bizarros que achei na internet. O post fez tanto sucesso que resolvi procurar um pouco mais pra montar uma seqüência. Como existe bizarrice de sobra à venda no mundo, não foi nada difícil achar mais alguns. Divirtam-se!
- Mini golfe pra jogar na privada
- Aparelho pra bronzear os pés
- Chinelo com lanterna

- Molde pra fazer ovos cozidos quadrados
- Cueca para mão
- Fio dental sabor bacon
- Saco de dormir com pernas

- Porta banana
- "USB Pet Rock": Pedra com cabo USB para ligar no computador e deixar todo mundo perguntar o que é (cada vez você inventa uma coisa)
Duvidou que esses produtos existem? Visite o site da onde tirei tudo isso.
- Mini golfe pra jogar na privada
- Aparelho pra bronzear os pés
- Chinelo com lanterna
- Molde pra fazer ovos cozidos quadrados
- Cueca para mão
- Fio dental sabor bacon
- Saco de dormir com pernas
- Porta banana
- "USB Pet Rock": Pedra com cabo USB para ligar no computador e deixar todo mundo perguntar o que é (cada vez você inventa uma coisa)
Duvidou que esses produtos existem? Visite o site da onde tirei tudo isso.
14 de abril de 2010
Robô indica medicamento pra dor
Pergunta que não quer calar: uma pesoa que não bebe pode indicar um bom vinho? E um robô, pode indicar remédio pra dor?
Fiquei intrigado com essa propaganda do Dorflex:
Fiquei intrigado com essa propaganda do Dorflex:
12 de abril de 2010
Quanto tempo os sites famosos demoram pra carregar?
Freqüentemente tenho problemas em carregar alguns sites bem conhecidos. Como leigo, sempre fico na dúvida se o problema é no meu computador, na minha conexão ou no meu servidor. Imagino de tudo, menos que o problema esteja no design do site... afinal, ele foi feito por profissionais da área, que certamente pensaram em não sobrecarregar a página.
Mas... outro dia descobri algo muito interessante: o Pingdom. Trata-se de uma ferramenta que testa quanto tempo demora para carregar qualquer página na internet.
Resolvei então testar alguns sites bem conhecidos pra checar as diferenças e fiquei surpreso:
Como vocês podem ver no gráfico acima (cliquem pra dar zoom), testes realizados no dia 11de Abril no Pingdom demostraram que alguns sites demoram mais de 10x pra carregar do que outros.
Entre os bancos, por exemplo, o site da Caixa deixou muito a desejar... a página inicial demorou mais de 20 segundos pra carregar enquanto as do Itaú ou do Banco do Brasil não passaram de 2 segundos (!). Entre os sites de varejo, o Saraiva.com levou o "troféu lerdeza", pois demorou mais do dobro de tempo pra carregar que seu principal concorrente (Submarino).
Já entre os mega-portais, o destaque positivo vai para o Yahoo, que conseguiu ficar bem abaixo da média de seus possíveis "substitutos".
Obviamente as escolhas sobre "o que colocar na página inicial" têm alta influência sobre o tempo de abertura e também sobre a audiência. Nem sempre manter a tela mais "clean" possível garantirá maior fluxo de pessoas. Mas...será que é com uma página que demora mais de 25 segundos pra carregar que o R7 quer bater o G1 (que demorou apenas 10)???
Pelo jeito não sou só eu que sou leigo na área.
Mas... outro dia descobri algo muito interessante: o Pingdom. Trata-se de uma ferramenta que testa quanto tempo demora para carregar qualquer página na internet.
Resolvei então testar alguns sites bem conhecidos pra checar as diferenças e fiquei surpreso:
Como vocês podem ver no gráfico acima (cliquem pra dar zoom), testes realizados no dia 11de Abril no Pingdom demostraram que alguns sites demoram mais de 10x pra carregar do que outros.
Entre os bancos, por exemplo, o site da Caixa deixou muito a desejar... a página inicial demorou mais de 20 segundos pra carregar enquanto as do Itaú ou do Banco do Brasil não passaram de 2 segundos (!). Entre os sites de varejo, o Saraiva.com levou o "troféu lerdeza", pois demorou mais do dobro de tempo pra carregar que seu principal concorrente (Submarino).
Já entre os mega-portais, o destaque positivo vai para o Yahoo, que conseguiu ficar bem abaixo da média de seus possíveis "substitutos".
Obviamente as escolhas sobre "o que colocar na página inicial" têm alta influência sobre o tempo de abertura e também sobre a audiência. Nem sempre manter a tela mais "clean" possível garantirá maior fluxo de pessoas. Mas...será que é com uma página que demora mais de 25 segundos pra carregar que o R7 quer bater o G1 (que demorou apenas 10)???
Pelo jeito não sou só eu que sou leigo na área.
8 de abril de 2010
Depois da Coca-Cola, tudo virou Zero
Em 2005 a Coca-Cola decidiu fazer um teste no Brasil (reaplicando algo que tinha sido bem sucedido na Grécia 2 anos antes) e mudou o nome da Sprite Diet pra Sprite Zero. Em alguns meses, a participação de Sprite Zero dentro do segmento de refrigerantes de baixa caloria saltou de 2,6% para 4,7%. Em 2006 decidiu expandir esse conceito ao guaraná Kuat e o recém-lançado Kuat Zero passou de 14% para 19% de participação no segmento de guaranás de baixa caloria. Esses casos de sucesso incentivaram a Coca a arriscar em uma inovação em seu carro-chefe e, em 2007, fizeram um teste de mercado da Coca Zero no Sul do país. Todos conhecemos o resto desta história de sucesso.
Está aí um belo exemplo. Uma companhia líder de mercado conseguiu criar um conceito inovador e, com disciplina, revolucionou o mercado.
Enquanto isso... a concorrência obviamente se incomodou. A Pepsi está tentando evitar copiar a Coca a todo custo (lançou a "Pepsi 3" e, no EUA, renomeou a Diet pra "Max"... aqui no Brasil continua com a versão "Light"), mas acho que será apenas uma questão de tempo... principalmente depois de ver que até o Guaraná Antarctica lançou a versão Zero (!).
O que há de errado nisso? Nada... escolher entre ter que seguir um concorrente e ser passado pra trás é fácil... vamos copiar!
Mas... já repararam que o conceito de "Zero" explodiu? De repente é possível achar iogurte, sorvete, biscoito, bolo, suco, chocolate, leite de soja, pudim, requeijão, gelatina e até molho de tomate ZERO!!! O que houve??? Cada um usa o zero pra uma coisa (tem zero açúcar, zero adição de açúcar, zero gordura, zero colesterol, zero calorias, etc), mas todo mundo coloca a palavra com destaque na embalagem (em alguns casos o "Zero" é maior que a marca do produto!).
Quem lê meu blog com freqüência sabe o quanto eu critico essas empresas que tomam medidas drásticas apenas "porque todo mundo está fazendo o mesmo". Cuidado, minha gente! O objetivo do Marketing é criar diferenciação, e não generalização. Modas passam. Associações de marca permanecem.
Está aí um belo exemplo. Uma companhia líder de mercado conseguiu criar um conceito inovador e, com disciplina, revolucionou o mercado.
Enquanto isso... a concorrência obviamente se incomodou. A Pepsi está tentando evitar copiar a Coca a todo custo (lançou a "Pepsi 3" e, no EUA, renomeou a Diet pra "Max"... aqui no Brasil continua com a versão "Light"), mas acho que será apenas uma questão de tempo... principalmente depois de ver que até o Guaraná Antarctica lançou a versão Zero (!).
O que há de errado nisso? Nada... escolher entre ter que seguir um concorrente e ser passado pra trás é fácil... vamos copiar!
Mas... já repararam que o conceito de "Zero" explodiu? De repente é possível achar iogurte, sorvete, biscoito, bolo, suco, chocolate, leite de soja, pudim, requeijão, gelatina e até molho de tomate ZERO!!! O que houve??? Cada um usa o zero pra uma coisa (tem zero açúcar, zero adição de açúcar, zero gordura, zero colesterol, zero calorias, etc), mas todo mundo coloca a palavra com destaque na embalagem (em alguns casos o "Zero" é maior que a marca do produto!).
Quem lê meu blog com freqüência sabe o quanto eu critico essas empresas que tomam medidas drásticas apenas "porque todo mundo está fazendo o mesmo". Cuidado, minha gente! O objetivo do Marketing é criar diferenciação, e não generalização. Modas passam. Associações de marca permanecem.
5 de abril de 2010
Koleston, Cor&Ton e Kanechom
A categoria de produtos para coloração de cabelos é uma das mais confusas entre tudo que existe em um ponto de venda. São "trocentas" versões de produtos bizarramente identificadas por números com duas casas decimas e/ou nomes inventados para as diferentes tonalidades de cores (como a "7.43 Louro Acobreado Dourado" ou a "10.01 Prata Polar").
Nesse contexto todos os concorrentes penam para orientar as consumidoras... colocam promotoras no ponto de venda, expositores com amostras de cabelos tingidos, tabelas de antes/depois, folhetos, espelho, etc. Afinal de contas, se uma consumidora comprar um produto por engano, o impacto será ultra negativo pra marca (imaginem ter que ficar com o cabelo de uma cor que você não goste por algumas semanas...).
Em um mercado como esse, TODOS os fabricantes deveriam se unir para simplificar a experiência de compra.
Mas... o que você acha de chegar na prateleira e se deparar com as marcas Koleston, Cor&Ton e Kanechom uma ao lado da outra?
Esta é uma prova clara de que nem toda empresa tem como missão primária satisfazer o consumidor. Tem muita gente por aí que só pensa em lucrar... mesmo que isso implique em confundir ou enganar seu cliente final e tomar uma postura anti-ética com seu concorrente.
Nesse contexto todos os concorrentes penam para orientar as consumidoras... colocam promotoras no ponto de venda, expositores com amostras de cabelos tingidos, tabelas de antes/depois, folhetos, espelho, etc. Afinal de contas, se uma consumidora comprar um produto por engano, o impacto será ultra negativo pra marca (imaginem ter que ficar com o cabelo de uma cor que você não goste por algumas semanas...).
Em um mercado como esse, TODOS os fabricantes deveriam se unir para simplificar a experiência de compra.
Mas... o que você acha de chegar na prateleira e se deparar com as marcas Koleston, Cor&Ton e Kanechom uma ao lado da outra?
Esta é uma prova clara de que nem toda empresa tem como missão primária satisfazer o consumidor. Tem muita gente por aí que só pensa em lucrar... mesmo que isso implique em confundir ou enganar seu cliente final e tomar uma postura anti-ética com seu concorrente.
30 de março de 2010
3o mundo é tudo igual
Multinacionais em geral adoram falar que "pensam globalmente e agem localmente". Na prática, algumas poucas intepretam isso ao pé da letra e outras muitas interpretam isso como "vamos reaplicar a mesma campanha no mundo inteiro pra economizar". Nada contra economias (muito pelo contrário), mas quem se propõe a usar uma propaganda em muitos países tem que pensar nisso desde o início...
Vejam o caso dos repelentes Off! abaixo... Criar uma campanha "para ser global" ou regional é muito diferente de importar uma propaganda da Tailândia (ou sei lá da onde é esse filme) pro Brasil... Reparem também na beleza do lips sync (aprenderam com a Colgate? rsr).
Será que pra multinacional 3o mundo é tudo igual?
Em tempo: A "economia" da marca não se restringiu só ao comercial. O site da linha de repelentes Off! da CerasJohnson é todinho feito com imagens de gringos. Tem foto de uma família americana na churrasqueira, a mesma mãe "tailandesa" do comercial com a filha, etc.
Vejam o caso dos repelentes Off! abaixo... Criar uma campanha "para ser global" ou regional é muito diferente de importar uma propaganda da Tailândia (ou sei lá da onde é esse filme) pro Brasil... Reparem também na beleza do lips sync (aprenderam com a Colgate? rsr).
Será que pra multinacional 3o mundo é tudo igual?
Em tempo: A "economia" da marca não se restringiu só ao comercial. O site da linha de repelentes Off! da CerasJohnson é todinho feito com imagens de gringos. Tem foto de uma família americana na churrasqueira, a mesma mãe "tailandesa" do comercial com a filha, etc.
29 de março de 2010
Conflito entre revistas da Editora Abril
Outro dia estava no supermercado e, enquanto esperava a fila do caixa, reparei que 2 revistas davam notícias contraditórias na capa:
- A revista "Minha novela" dizia com letras em caixa alta: "JORGE MORRE"
- A revista "tititi" noticiava: "Jorge reencontra o amor nos braços de Aryane"
Fui me informar e fiquei sabendo que o Jorge é o personagem principal da novela das 8 (que na verdade começa às 9), Viver a Vida. Também me contaram que é normal ter muita especulação sobre o que acontece com os personagens das novelas mais assistidas...
Esse mundo de fofocas de novela é novo pra mim, mas confesso que me surpreendi muito quando descobri que as duas revistas que mencionei acima são da mesma editora (Abril) e têm os seus conteúdos hospedados no mesmo site (!). As chamadas abaixo estão no ar agora mesmo.
E aí, editora Abril, devo acreditar na "melhor revista de novelas do Brasil" ou na revista que coloca "o mundo da TV nas minhas mãos"? Uma das duas, pelo menos, vai perder credibilidade em breve.
- A revista "Minha novela" dizia com letras em caixa alta: "JORGE MORRE"
- A revista "tititi" noticiava: "Jorge reencontra o amor nos braços de Aryane"
Fui me informar e fiquei sabendo que o Jorge é o personagem principal da novela das 8 (que na verdade começa às 9), Viver a Vida. Também me contaram que é normal ter muita especulação sobre o que acontece com os personagens das novelas mais assistidas...
Esse mundo de fofocas de novela é novo pra mim, mas confesso que me surpreendi muito quando descobri que as duas revistas que mencionei acima são da mesma editora (Abril) e têm os seus conteúdos hospedados no mesmo site (!). As chamadas abaixo estão no ar agora mesmo.
E aí, editora Abril, devo acreditar na "melhor revista de novelas do Brasil" ou na revista que coloca "o mundo da TV nas minhas mãos"? Uma das duas, pelo menos, vai perder credibilidade em breve.
25 de março de 2010
Ronaldinho Gaúcho vende Trident!
Depois dessa não duvido de mais nada. Vocês sabiam que o Ronaldinho Gaúcho (e seus dentes maravilhosos) já foi garoto propaganda de Trident?
Foi na época em que ele vendia de tudo... e a Adams entrou na onda de contratar quem estava na moda.
E olha que "bonito" que ficou o comercial abaixo.... Dá uma vontade louca de comprar Trident pra ficar com esses dentes "fortes", não dá?
Foi na época em que ele vendia de tudo... e a Adams entrou na onda de contratar quem estava na moda.
E olha que "bonito" que ficou o comercial abaixo.... Dá uma vontade louca de comprar Trident pra ficar com esses dentes "fortes", não dá?
23 de março de 2010
Esqueceram do patrocinador no BBB
As provas patrocinadas no BBB estão um verdadeiro fiasco. A moto Honda não ligava por nada, o detergente Minuano ardia nos olhos dos participantes e o pára brisa do Fiat Linea quase não aguentou a "chuva"...
Mas domingo passado (dia 21/Março) um merchandising mereceu uma singela homenagem do nosso blog: a marca de tênis que patrocinou a prova do líder neste domingo simplesmente nem foi mencionada.
Que beleza... e pensar que alguns desses patrocínios custam 7 dígitos (!!).
Mas domingo passado (dia 21/Março) um merchandising mereceu uma singela homenagem do nosso blog: a marca de tênis que patrocinou a prova do líder neste domingo simplesmente nem foi mencionada.
Que beleza... e pensar que alguns desses patrocínios custam 7 dígitos (!!).
19 de março de 2010
Samsung é... mais Brasil (??)
A propaganda é bonita, mostra atributos interessantes do produto mas uma coisa me incomoda: porque uma marca coreana com slogan em inglês seria "mais Brasil"? Só porque contratou o Robinho como garoto propaganda?
Será então que a Armani é "mais Brasil" só porque contratou o Kaká?
E será que o Guaraná Antarctica poderá dizer que é "mais Agrentina" se contratar o Maradona por lá?
Será então que a Armani é "mais Brasil" só porque contratou o Kaká?
E será que o Guaraná Antarctica poderá dizer que é "mais Agrentina" se contratar o Maradona por lá?
18 de março de 2010
Celular Vivo substitui presença do pai?
Vamos a mais um caso polêmico. Estava relutante em colocar esse vídeo aqui, mas depois de receber algumas críticas duras a essa propaganda da Vivo, não resisti.
No filme, o pai explica pra filha que está se separando, mas que vai estar sempre por perto através do telefone. No fim das contas, o celular Vivo possibilita que o pai esteja "presente" em alguns momentos especiais da filha, mesmo que à distância.
Honestamente achei o filme extremamente bem produzido. Parabéns ao diretor! Através da atuação que tirou da menininha, ele conseguiu gerar muitas emoções positivas mesmo em um tema difícil como esse.
Mas... o fato é que a verdade às vezes dói... e gera reações.
Muita gente adorou a propaganda, mas muita gente achou ridículo o fato de a Vivo estar querendo dizer que um celular pode substituir a presença de um pai.... alguns extremistas até acharam que a empresa expôs demais o assunto e incentivou a separação (discordo desse ponto, mas opinião é opinião). Veja algumas dessas opiniões aqui. Pelo que percebi as pessoas que mais se incomodaram foram justamente aquelas que não queriam que suas crianças fossem expostas ao tema de separação como algo normal, por mais que seja.
Mais uma prova de que é impossível agradar a todos. Fica uma dúvida no ar pra nossa reflexão: será que é melhor fazer uma propaganda mais polêmica que agrada muito a uma parte da população ou uma mais "suave" que agrade menos mas a todos?
No filme, o pai explica pra filha que está se separando, mas que vai estar sempre por perto através do telefone. No fim das contas, o celular Vivo possibilita que o pai esteja "presente" em alguns momentos especiais da filha, mesmo que à distância.
Honestamente achei o filme extremamente bem produzido. Parabéns ao diretor! Através da atuação que tirou da menininha, ele conseguiu gerar muitas emoções positivas mesmo em um tema difícil como esse.
Mas... o fato é que a verdade às vezes dói... e gera reações.
Muita gente adorou a propaganda, mas muita gente achou ridículo o fato de a Vivo estar querendo dizer que um celular pode substituir a presença de um pai.... alguns extremistas até acharam que a empresa expôs demais o assunto e incentivou a separação (discordo desse ponto, mas opinião é opinião). Veja algumas dessas opiniões aqui. Pelo que percebi as pessoas que mais se incomodaram foram justamente aquelas que não queriam que suas crianças fossem expostas ao tema de separação como algo normal, por mais que seja.
Mais uma prova de que é impossível agradar a todos. Fica uma dúvida no ar pra nossa reflexão: será que é melhor fazer uma propaganda mais polêmica que agrada muito a uma parte da população ou uma mais "suave" que agrade menos mas a todos?
16 de março de 2010
Slogans felizes estão na moda
Um tempo atrás os marketeiros se ligaram que a melhor (e talvez a única) maneira de conseguir conquistar a lealdade dos consumidores é através do emocional. Depois de uma onda de livros sobre o assunto, veio uma verdadeira avalanche de propagandas, logos e slogans que usavam e abusavam de apelos sentimentais. Tempos atrás a moda era colocar um "coração" no logo. O que teve de empresa redesenhando sua identidade visual nesse sentido, foi brincadeira...
Mas parece que a onda mudou... a moda agora é.. ser feliz! E dá-lhe felicidade em tudo que é marca... você pode ser feliz no supermercado, comendo esfiha, comprando móveis, assistindo TV, falando ao telefone, etc. Qual será o próximo sentimento da moda?
Em tempo: já adianto ao críticos de plantão: NÃO, EU NÃO ACHO ERRADO usar emoções em propagandas E EU NÃO ACHO QUE ESSAS MARCAS FALHARAM. Mas SIM, EU ACHO ARRISCADO querer falar de uma coisa só porque todo mundo está falando. Isso porque 1) você não será proprietário de nada e não terá um diferencial e 2) a moda passa...
Portanto se você está pensando em fazer um slogan sobre felicidade só porque está empolgado com o que está vendo no mercado, recomendo que gaste um pouco mais de neurônios e tente pensar em algo diferente!
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