Apesar de parecer, decisões que envolvem extensões de linha ou lançamentos de flankers não são tão simples assim. É preciso considerar o público-alvo do novo produto, a necessidade que está sendo atendida, o impacto na imagem da marca, etc.
Por exemplo: Dove começou como um sabonete com alto poder de hidratação. O que acontece quando essa marca passa a assinar um desodorante (um produto cujo maior benefício é a proteção e não a hidratação)? É preciso estudar muito bem esse movimento antes de fazê-lo, para garantir que o resultado será positivo pra todos os produtos da marca.
Pra mostrar o estrago que uma decisão errada pode causar, vamos compartilhar alguns casos, no mínimo, bizarros:
- COMIDA COLGATE: o que será que passou na cabeça do dirigentes de uma empresa tão focada como a Colgate quando decidiram lançar pratos prontos pra comer com a marca de uma pasta de dente?? Aconteceu nos EUA, onde fica a sede da empresa:
- ROUPA ÍNTIMA BIC: a marca francesa de canetas (e de aparelhos de barbear que nuca decolam) já tentou lançar uma linha de calcinhas com a sua marca. Mas também não deu certo...
- DESODORANTE BURGER KING: a rede de lanchonetes decidiu colocar no mercado, por tempo limitado, um desodorante com o cheiro do seu principal hamburger, o Whopper. Imagino alguém usando esse desodorante e sendo seguido por cachorros na rua... rsrs
- LIMONADA FRITOLAY: Um dia a "Elma-Chips" americana tentou matar a sede gerada por seus salgadinhos com um produto da mesma marca. Mas o consumidor não curtiu a idéia.
- HIPOGLOS OFTALMICO: é difícil achar registros sobre isso, mas cerca de 15 anos atrás a marca de creme pra assaduras também tinha uma pomada pra passar nos olhos. Decidiram se concentrar apenas na sua especialidade, o "terceiro olho" :-)
- IOGURTE COSMOPOLITAN: a famosa revista americana tentou entrar pro mercado de lácteos, mas não deu certo.

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